
Lisboa, 15 fev 2023 (Lusa) – Cerca de 70 elementos da PSP e da GNR estão desde as 06:00 de hoje em vigÃlia junto ao aeroporto de Lisboa para mostrar a quem chega a Portugal o seu protesto por melhores condições salariais.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da plataforma que congrega os sindicatos da PSP e GNR e presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de PolÃcia, Bruno Pereira, disse que esta vigÃlia vai durar até à hora de almoço, é simbólica e visa chamar a atenção de quem visita Portugal para os problemas da polÃcia portuguesa.
“É muito importante a nossa presença aqui. Por um lado para dar a conhecer os nossos problemas e por outro para manter na ordem do dia o assunto para que o próximo Governo tome decisões”.
A plataforma exige um suplemento idêntico ao que foi atribuÃdo à PolÃcia Judiciária.
A Plataforma que congrega sindicatos da PSP e associações da GNR promovem hoje vigÃlias nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, além do porto marÃtimo de Lisboa.
Esta plataforma, que congrega sete sindicatos da PolÃcia de Segurança Pública e quatro associações da Guarda Nacional Republicana, tem ainda agendados, para a próxima segunda-feira, uma concentração na Praça do Comércio, em Lisboa, e, para o dia 02 de março, um encontro nacional de polÃcias da PSP e militares da GNR.
Os elementos da PSP e da GNR têm protagonizado vários protestos para exigir um suplemento idêntico ao atribuÃdo à PolÃcia Judiciária, tendo a contestação começada há mais de um mês.
A maioria dos protestos tem sido convocada através de redes sociais, nomeadamente ‘WhatsApp’ e ‘Telegram’, tendo surgido o movimento inorgânico ‘movimento inop’ que não tem intervenção dos sindicatos, apesar de existir a plataforma criada para exigir a revisão dos suplementos remuneratórios nas forças de segurança.
Nos últimos dias vários polÃcias da PSP e militares da GNR apresentaram baixas, o que levou ao cancelamento de jogos da I e II liga de futebol, apesar de a plataforma não assumir que sejam uma forma de protesto, tendo o ministro da Administração Interna determinado a abertura de um inquérito urgente à Inspeção Geral da Administração Interna sobre estas súbitas baixas.
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