
Lisboa, 28 ago 2019 (Lusa) – Os partidos que concorrem à s eleições legislativas de 06 de outubro contam gastar 8,1 milhões de euros na campanha, valor inferior aos 8,8 milhões de euros estimados em 2011, apesar de se apresentarem a sufrágio mais forças polÃticas.
De acordo com os orçamentos hoje publicados no ‘site’ da Entidade das Contas e Financiamentos PolÃticos, o PS é o partido que mais conta gastar na campanha — 2,4 milhões de euros — enquanto o Partido da Terra (MPT) prevê gastar zero e o PNR e o PURP apenas 1.500 euros.
Se em 2015 concorreram à s legislativas 16 forças polÃticas (apenas 12 em todos os cÃrculos eleitorais), este ano os dados finais ainda não foram disponibilizados pela Comissão Nacional de Eleições, mas o boletim de voto deverá crescer em vários cÃrculos, em alguns casos para as 21 candidaturas.
Até ao prazo limite, segunda-feira, foram entregues 18 orçamentos no Tribunal Constitucional, com a Entidade das Contas a listar os partidos Nós, Cidadãos!, MAS, PPM e POUS como os que não entregaram, até agora, a estimativa de receitas e despesas.
Em 2015, PSD e CDS-PP concorreram juntos à s legislativas e foi a coligação Portugal à Frente que apresentou o maior orçamento de campanha — 2,8 milhões — seguindo-se o PS, com 2,6 milhões.
Nesta campanha, os socialistas baixaram o orçamento em relação há quatro anos, mas serão a força polÃtica com mais despesas previstas, 2,4 milhões, dos quais as maiores fatias serão para comÃcios e espetáculos e propaganda e comunicação impressa e digital (mais de um milhão de euros no conjunto das duas rubricas).
O PSD prevê gastar 2,05 milhões na campanha, onde se destacam os 650 mil euros para custos administrativos e operacionais e os 400 mil para estruturas, cartazes e telas.
Seguem-se a CDU (coligação que junta PCP e Verdes) que inscreve 1,2 milhões de euros de despesas previstas com a campanha (abaixo dos 1,5 milhões de 2015), o Bloco de Esquerda que aumenta o seu orçamento de 600 mil euros há quatro anos para mais de 983 mil este ano e o CDS-PP, que prevê gastar 700 mil euros na campanha.
Entre os partidos com assento parlamentar, o PAN prevê gastar 138.885,47 euros, bastante acima dos 30 mil euros de 2015, mas ainda assim atrás de dois partidos estreantes em legislativas: a Aliança e o Chega.
O partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes orçamentou despesas de 250 mil euros e o presidido por André Ventura de 150 mil euros.
O PDR prevê gastar 100 mil euros na campanha, a Iniciativa Liberal — outro estreante – 50 mil euros, seguidos do Juntos Pelo Povo, que orçamentou 28 mil euros, e o RIR de Tino de Rans, que contabilizou 25 mil euros para despesas.
Já o PCTP-MRPP conta gastar 18 mil euros na campanha para as legislativas, o Livre 11 mil euros e o PTP 4 mil.
Os partidos que menos contam gastar na campanha são o PNR e o PURP, com 1.500 euros cada um, e o MPT, que conta ter zero euros de receitas e despesas com a campanha.
Das 18 forças polÃticas que entregaram os seus orçamentos, nove contam receber subvenção estatal, a que têm direito os partidos que obtenham representação parlamentar e cujo valor varia em função dos resultados eleitorais.
O PS e o PSD contam que a totalidade das suas despesas seja coberta pela subvenção estatal — estimando receitas nesta rubrica de 2,4 e 2,05 milhões, respetivamente -, enquanto o BE conta receber 890 mil euros do Estado e a CDU 885 mil euros.
Como habitualmente, o CDS-PP não inscreve no orçamento entregue o valor que prevê receber do Estado, estimando 700 mil euros de receitas como contribuição do partido, enquanto o PAN conta com 138 mil euros do Estado.
Entre os partidos atualmente sem representação parlamentar, destaque para a Aliança, que espera receber 250 mil euros do Estado, enquanto o RIR conta com 140 mil euros de subvenção estatal, o JPP 28 mil e o Livre 11 mil.
SMA // JPS
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