
Lisboa, 21 set (Lusa) – Economistas do ‘think thank’ Institute of Public Policy (IPP) propõem uma política orçamental “menos restritiva” do que a prevista pelo Governo até 2021, defendendo que, com metas menos apertadas, seria possível mais despesa pública e, consequentemente, mais crescimento económico.
A menos de um mês da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) à Assembleia da República, é apresentado hoje, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), um artigo de quatro economistas do IPP que apresenta uma estratégia alternativa à do ministro da Finanças até 2021.
Tendo em conta os dados mais recentes, que apontam para um crescimento económico superior ao previsto e o cumprimento da meta do défice, Paulo Trigo Pereira (deputado do PS e um dos autores do estudo que esteve na base do programa económico do PS em 2015), Ricardo Cabral (professor na Universidade da Madeira), Luís Teles Morais e Joana Andrade Vicente (ambos investigadores do IPP) debruçaram-se sobre o Programa de Estabilidade 2017-2021 (PE), apresentado em abril, e concluíram que a estratégia orçamental definida pelo Governo para os próximos anos é “indesejável e excessiva”.
