
Madrid, 31 jan 2026 (Lusa) – Um estudo demonstrou que o ajuste das doses de hemodiálise com base nas caracterÃsticas fÃsicas de cada doente pode aumentar significativamente as taxas de sobrevivência das pessoas com doença renal avançada.
De acordo com a Fundação Espanhola do Rim, que liderou o trabalho publicado na revista “Clinical Kidney Journal”, a hemodiálise é um tratamento vital que substitui a função renal quando esta falha.
Para que seja realmente eficaz, é essencial que o tratamento seja devidamente adaptado a cada indivÃduo.
Na prática clÃnica, existem diretrizes gerais que servem de referência para a maioria dos doentes, mas este estudo destaca a importância de ir mais além e adaptar o tratamento à s caracterÃsticas individuais, como o tipo fÃsico ou o sexo, para melhorar os resultados de saúde.
A investigação, realizada em 15 centros espanhóis com mais de 1.800 doentes e 317.000 sessões de hemodiálise, avaliou a eficácia das metas de dose baseadas no sexo e no tipo de corpo, revelando que atingir estas metas individualmente está associado a melhores resultados clÃnicos.
Especificamente, os doentes que preencheram ambos os critérios para diálise adequada apresentaram um risco de mortalidade mais de 60% inferior nos dois anos seguintes.
Em contrapartida, aqueles que preencheram apenas um dos critérios, especialmente o baseado unicamente no sexo, não obtiveram o mesmo benefÃcio a longo prazo.
A fundação sublinhou que estes resultados realçam a importância de uma avaliação mais precisa da dose de diálise, particularmente em doentes com excesso de peso ou obesos, que podem receber tratamento insuficiente se forem aplicados critérios gerais.
Os autores do estudo sublinharam ainda a necessidade de protocolos de diálise personalizados para a situação individual de cada doente, considerando fatores como a idade, as comorbilidades e o tipo de acesso vascular, para melhorar a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes submetidos a hemodiálise.
Os investigadores concluÃram que “personalizar a diálise é uma necessidade” e que “adaptar o tratamento a cada doente pode traduzir-se numa melhor qualidade de vida e numa maior sobrevivência para milhares de pessoas que recebem atualmente tratamento”.
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