
Washington, 13 dez 2025 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a sugerir esta sexta-feira que o paÃs vai iniciar ataques terrestes na Venezuela, indicando que essas operações serão contra “pessoas horrÃveis que estão a trazer drogas” para os Estados Unidos.
“E agora começamos por terra [os ataques]. E por terra é muito mais fácil. E isso vai começar a acontecer”, indicou o chefe de Estado numa conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca ao ser questionado sobre a situação com a Venezuela.
Em seguida, porém, acrescentou uma nuance importante: os ataques terrestes não têm “necessariamente de ser na Venezuela, os nossos alvos são as pessoas que trazem drogas para o nosso paÃs”.
Trump afirmou que a Administração norte-americana eliminou o tráfico de drogas “a nÃveis nunca antes vistos”, em concreto, a “96% das drogas que chegam por via marÃtima”, ironizando relativamente aos 4% restantes, numa referência aos ataques perpetrados pelas forças dos Estados Unidos no Mar das CaraÃbas contra navios que alegadamente transportavam drogas e pelos quais Trump foi acusado de cometer “assassinatos extrajudiciais”.
Entre risos e em tom de brincadeira, o Presidente norte-americano disse que não gostaria de fazer parte desses 4% e em seguida perguntou aos presentes no Salão Oval: “Querem ir pescar nessa zona? Alguém quer ir pescar nessa zona? Acho que não”.
Os bombardeamentos norte-americanos contra mais de duas desenas de embarcações já causaram acima de 80 mortos.
Donald Trump escusou-se, por outro lado, a revelar quais serão as próximas ações dos Estados Unidos em relação ao petróleo venezuelano, depois da apreensão de um petroleiro com petróleo venezuelano ao largo da costa do paÃs latino-americano na passada quarta-feira.
O inquilino da Casa Branca dirigiu ainda crÃticas contra a Colômbia — contra cujo Presidente, Gustavo Petro, disse já que seria “o próximo” na luta contra o narcotráfico —, embora a tenha diferenciado da situação venezuelana. “A Colômbia tem, pelo menos, três fábricas de cocaÃna. É um paÃs diferente. Não estamos felizes com isso. Mas estamos a detê-lo”, disse.
APL // APL
Lusa/Fim



