
Bogotá, 18 abr 2025 (Lusa) — Pelo menos duas pessoas morreram e 24 ficaram feridas quando uma bomba explodiu à porta da esquadra da polÃcia de La Plata, departamento de HuÃla, sul da Colômbia, onde os habitantes participavam nas celebrações da Quinta-feira Santa.
A bomba tinha sido colocada numa motocicleta, segundo o comandante responsável pela polÃcia de Huila, Coronel Carlos Sierra, que confirmou relatos de testemunhas.
“Na noite de hoje, 17 de abril, foi registada a ativação de um engenho explosivo numa motorizada em frente a um hotel próximo da esquadra da polÃcia do municÃpio de La Plata”, disse o oficial.
De acordo com Sierra, “nesta ocorrência, duas pessoas morreram e 24 ficaram feridas, tendo sido levadas para centros médicos para receberem cuidados”.
A explosão provocou um incêndio e uma coluna de fumo, causando o pânico da população que, na altura, estava a sair da igreja para as cerimónias religiosas de Quinta-feira Santa, como se pode ver em vÃdeos difundidos nas redes sociais.
“Condeno o cobarde atentado terrorista em La Plata. A minha solidariedade para com as famÃlias afetadas, para com o povo de La Plata, gente boa e trabalhadora, e para com a nossa polÃcia”, disse o governador da HuÃla, Rodrigo Villalba Mosquera, na sua conta na rede social X.
A polÃcia não deu qualquer informação sobre as vÃtimas mortais, mas alguns órgãos de comunicação locais referiram que se trata de dois irmãos, um homem e uma mulher, de 17 e 19 anos.
As autoridades não comentaram a autoria do atentado na HuÃla, departamento onde operam dissidentes da antiga guerrilha das FARC, a quem o governo atribuiu um outro atentado semelhante, ocorrido na manhã de quinta-feira, que deixou uma mulher morta e vários feridos na localidade de Mondomo (Cauca, sudoeste do paÃs).
Vários membros do Congresso condenaram o ataque terrorista em La Plata, incluindo a deputada Luz Pastrana, natural de Huila e membro do partido Cambio Radical, na rede social X.
“O que aconteceu em La Plata, na HuÃla, é um novo ato de barbárie, que reflete o fracasso absoluto do governo na sua polÃtica de segurança”, disse, por sua vez, a senadora MarÃa Fernanda Cabal, do partido da oposição Centro Democrático, que acrescentou que o que aconteceu “mostra que os criminosos sentem que têm total impunidade”.
O atentado terrorista anterior, em Cauca, também contra um posto policial na cidade de Mondomo, foi atribuÃdo pelo ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, a dissidentes das FARC.
“As ações dos dissidentes das FARC mostram que a sua essência é o tráfico de droga e o terrorismo. Estes dissidentes disseram ‘NÃO’ à paz em 2016 e ratificaram a sua recusa no âmbito da Paz Total. Pior ainda, continuam a confirmá-lo quando assassinam mulheres, recrutam menores e aterrorizam a população”, afirmou o ministro no X.
As duas ações terroristas em Huila e Cauca ocorreram no mesmo dia em que o governo colombiano decidiu não prorrogar o cessar-fogo bilateral com o Estado Mayor de los Bloques (EMB), uma das principais dissidências das FARC, que terminou na terça-feira após 18 meses, e que deveria ser aprovado por mais seis meses.
A prorrogação deveria ser decretada pelo Presidente colombiano, Gustavo Petro, mas o governo enviou uma carta à s delegações de paz, comunicando a decisão de “não prorrogar o cessar-fogo bilateral e temporário em relação à população civil”.
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