
Lisboa, 17 mai 2022 (Lusa) — O valor bruto das dÃvidas de terceiros à Segurança Social atingiu 13,3 mil milhões de euros em 2021, encontrando-se provisionados 8.325,4 milhões de euros, mais de 60% desse valor, segundo a Conta Geral do Estado 2021.
De acordo com a Conta Geral do Estado 2021 (CGE), entregue hoje no parlamento, a Segurança Social tem por cobrar 13.336,1 milhões de euros em dÃvida de curto, médio e longo prazos.
A CGE detalha que do valor total dos 13,3 mil milhões de euros, encontram-se provisionados 8.325,4 milhões de euros, o equivalente a 62,43% desse valor.
Nas dÃvidas de terceiros, os contribuintes e outros devedores representam 89,37% e 5,56%, respetivamente, do valor total das dÃvidas de terceiros de curto, médio e longo prazos.
A CGE assinala ainda que, dentro do ativo circulante lÃquido, “não obstante a redução de 7,5% da dÃvida de médio e longo prazos, assistiu-se a um ligeiro acréscimo de dÃvida de maturidade mais reduzida”, subindo 3,01% face ao ano anterior, devido sobretudo a clientes de cobrança duvidosa, prestações sociais a repor e contribuintes.
“O balanço da Segurança Social, e em particular o seu ativo lÃquido, expressa com maior relevância, no final do exercÃcio de 2021, os saldos nas rubricas de disponibilidades (31.166 milhões de euros) e de dÃvidas de terceiros de curto e médio e longo prazos (5.010,8 milhões de euros), representando 85,05% e 13,67%, respetivamente, do total desse ativo lÃquido”, refere.
No que toca à s disponibilidades, que atingem 31.166 milhões de euros, 85,54% deste saldo encontra-se aplicado em tÃtulos negociáveis, com especial ênfase nos tÃtulos de dÃvida pública portuguesa, que representam 80,43% do total desses tÃtulos, detidos pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.
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