
Lisboa, 22 set 2026 (Lusa) – O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, diminuiu 5,9 mil milhões de euros em julho, para 887,6 mil milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Esta redução concentrou-se no setor público (administrações públicas e empresas públicas), cujo endividamento diminuiu 8,3 mil milhões de euros em relação a junho, para 386 mil milhões de euros, explicou o banco central.
A quebra no endividamento do setor público deveu-se ao reembolso de tÃtulos de dÃvida pública de longo prazo, em particular de uma obrigação do Tesouro (9,3 mil milhões de euros), indicou o BdP, redução que foi “parcialmente compensada” pelo aumento das aplicações dos particulares em certificados de aforro e do Tesouro.
Por outro lado, o endividamento do setor privado, que inclui empresas e particulares, aumentou 2,4 mil milhões de euros, para 501,5 mil milhões de euros.
O endividamento dos particulares cresceu 1,6 mil milhões, essencialmente perante o setor financeiro, com o crédito à habitação a contribuir com 1,2 mil milhões de euros para esse aumento.
Por sua vez, o endividamento das empresas privadas subiu 0,8 mil milhões.
Quanto à variação anual, o endividamento dos particulares cresceu 10% face a julho de 2025, naquela que foi a subida mais acentuada registada desde o inÃcio da série, em dezembro de 2008.
Já o endividamento das empresas privadas cresceu 4,4%, mais 0,7 pontos percentuais do que em junho.
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