
Bruxelas, 26 abr 2026 (Lusa) — Os dirigentes dos órgãos políticos da União Europeia (UE) condenaram hoje o incidente com tiros no sábado à noite durante um jantar em Washington presidido por Donald Trump, rejeitando a violência política.
Trump, a primeira-dama, Melania Trump, e vários membros da administração foram retirados da gala anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca após um homem ter disparado vários tiros e tentado forçar a entrada na sala.
O suspeito foi detido e um agente dos serviços de segurança foi levado ao hospital para observação por ter sido atingido por um dos tiros, mas foi protegido pelo colete antibala.
A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, disse ter ficado aliviada por saber que Trump e todos os participantes estavam bem.
“A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma”, afirmou nas redes sociais.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o incidente como “profundamente preocupante” e também rejeitou a violência política, tal como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Antes, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, já tinha condenado o incidente e afirmado que “um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo”.
Além de Trump e da mulher, os serviços secretos retiraram da sala outros membros da administração que assistiam à gala, como o vice-presidente, JD Vance, e os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth.
Vários líderes mundiais também manifestaram solidariedade com Trump, como o Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou inaceitável o incidente.
“A violência nunca tem lugar em democracia”, assinalou Macron, que manifestou a Trump “todo o apoio”.
Mais expressiva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou “plena solidariedade e a mais sincera proximidade” a Trump e a todos os presentes na gala em Washington.
Advertiu que “nenhum ódio político” deve ter lugar nas democracias e que não será permitido que “o fanatismo envenene os lugares de livre debate e de informação”.
Meloni apelou ainda para a defesa da “civilização do diálogo” como um “dique intransponível contra qualquer deriva intolerante”.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o incidente e afirmou que as decisões políticas são tomadas “por maioria, não pela força das armas”.
O chefe do Governo de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter ficado chocado com a “tentativa de assassínio” do seu aliado na guerra contra o Irão Trump.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, referiu que “qualquer ataque contra as instituições democráticas ou contra a liberdade de imprensa deve ser condenado com a maior firmeza”.
Também o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que “a violência não tem lugar numa democracia e deve ser condenada de forma inequívoca”.
O líder canadiano, Mark Carney, aludiu a um “evento inquietante” e considerou igualmente que “a violência não tem lugar em nenhuma democracia”
A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou respeito por Trump e também considerou que “a violência nunca deve ser o caminho a seguir”.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como o ataque contra Trump e defendeu que “a humanidade só progredirá através da democracia, da coexistência e da paz”.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também condenou a tentativa de ataque a Trump, e afirmou que a democracia não pode tolerar violência.
O homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem liderado os esforços de negociações de paz na guerra do Irão, declarou-se “profundamente chocado” com o “tiroteio inquietante”.
Os Emirados Árabes Unidos, um dos países atacados pelo Irão após a ofensiva israelo-americana contra Teerão, expressou “profundo pesar pelo crime atroz”.
A diplomacia do país rejeitou ainda “toda a forma de violência, extremismo e terrorismo que atente contra a segurança e a estabilidade”.
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