
Com as consequências dos nevões no inverno, muitas pessoas têm recorrido a empresas privadas de limpeza de neve. Mas advogados e especialistas em direito do consumidor avisam que é crucial fazer uma investigação cuidada antes de assinar contratos e pagar adiantado por um serviço que pode nunca ser prestado.
Profissionais da área assinalam alguns sinais de alerta: empresas que batem à porta, pedem pagamento imediato e prometem voltar depois para realizar o trabalho são um forte indício de risco. Antes de pagar, os consumidores devem confirmar a reputação da empresa e não confiar apenas nos comentários positivos que aparecem primeiro nas pesquisas online.
Quando possível, evitar pagar em dinheiro ou por transferência eletrónica. Usar um cartão de crédito pode dar ao cliente a possibilidade de contestar a cobrança junto da instituição financeira, se o serviço não for cumprido.
Em alguns municípios da região, como Vaughan, Oakville ou Barrie, os serviços de remoção de neve exigem licença formal. Nesses casos, os clientes devem pedir verificação dessa licença antes de avançar com qualquer acordo. Em localidades sem esse requisito, como a Cidade de Toronto, é importante pedir informação direta sobre o proprietário da empresa, e não apenas de um funcionário, para saber com quem está a tratar.
Se um prestador falhar após o pagamento, um consumidor pode apresentar uma queixa no tribunal de pequenas causas, desde que consiga provas, como recibos, mensagens ou contrato. Guardar toda a comunicação com o empreiteiro aumenta a hipótese de sucesso num eventual processo.
Também existem recursos gratuitos de apoio, como clínicas legais universitárias, especializadas em defesa do consumidor, que analisam casos e orientam sobre opções legais sem custos.
Estas orientações visam proteger quem procura ajuda com a neve e garantir que contratos de serviços cumpram o que prometem, especialmente em semanas de tempo rigoroso.
