
Al Arish, 26 maio 2024 (Lusa) – Dezenas de camiões carregados de ajuda, incluindo combustÃvel, entraram hoje na Faixa de Gaza a partir do Egito através da passagem de Kerem Shalom, controlada por Israel, informaram fontes egÃpcias.
Os camiões, cada um carregado com cerca de 20 toneladas de alimentos, bem como quatro camiões-cisterna, começaram esta madrugada a entrar, a partir de território egÃpcio, no corredor que conduz a Kerem Shalom, onde estão a ser inspecionados por Israel, disseram fontes de segurança e do Crescente Vermelho egÃpcio.
É a primeira vez que o Egito envia ajuda a Gaza desde que Israel tomou o lado palestiniano da passagem de Rafah, no sul do enclave que faz fronteira com a PenÃnsula do Sinai, há 20 dias.
A estação de televisão egÃpcia Al Qahera News, próxima dos serviços secretos do paÃs norte-africano, difundiu imagens de dezenas de camiões em fila em território egÃpcio antes de se deslocarem para Kerem Shalom, assim como de “quatro camiões-cisterna com combustÃvel à entrada da passagem”.
Fontes do Crescente Vermelho egÃpcio confirmaram à agência espanhola EFE a existência de quatro camiões-cisterna e 80 camiões com alimentos, não excluindo que, ao longo do dia, o número de camiões enviados para Kerem Shalom possa atingir entre 200 e 300.
“Os camiões, cada um com 15 a 20 toneladas de alimentos, serão entregues à s Nações Unidas no lado palestiniano”, disse à EFE uma fonte egÃpcia, que pediu para não ser identificada.
Centenas de camiões de ajuda humanitária, a maior parte deles carregados de alimentos, estão retidos no Egito sem poderem entrar na Faixa de Gaza desde 07 de maio, quando Israel assumiu o controlo do lado palestiniano da passagem de Rafah, por onde entra a maior parte da ajuda a Gaza.
O envio de ajuda do Egito ocorre numa altura em que o Cairo, juntamente com os Estados Unidos e o Qatar, mediadores do conflito entre Israel e o Hamas, se preparam para iniciar uma nova ronda de negociações indiretas para alcançar uma trégua em Gaza que permita a troca de reféns por prisioneiros palestinianos e a entrada de quantidades suficientes de ajuda na Faixa de Gaza.
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