
São Tomé, 28 set 2021 (Lusa) – A PolÃcia Judiciária são-tomense deteve, no domingo, dois cidadãos da Guiné-Bissau, provenientes do Brasil, com mais de 279 cápsulas de cocaÃna no organismo, e um são-tomense suspeito de ser o responsável da droga, foi hoje anunciado.
Segundo o diretor da PolÃcia Judiciária (PJ), Samuel António, “foi uma operação exclusiva da PJ, que já vem monitorando e seguindo esta organização criminosa há meses e contou com o apoio do Ministério Público (MP) e Serviços de Migração e Fronteiras (SMF)” e parceiros internacionais, descartando o envolvimento da PolÃcia Nacional nesta operação, como foi anunciado na segunda-feira.
A PolÃcia Nacional são-tomense anunciou na segunda-feira que deteve cinco pessoas por suspeita de utilização de passaporte italiano falso, e duas por suspeita de tráfico de estupefacientes ingeridos, após desembarcarem em São Tomé, provenientes de Portugal.
Face ao que considerou de “equÃvoco da parte da PolÃcia Nacional relativamente à questão dos cidadãos que tiveram droga no organismo”, o diretor da PJ, em conferência de imprensa hoje, explicou que os dois cidadãos guineenses foram “detidos em flagrante delito” e submetidos aos exames de raio-X no Hospital Central de São Tomé e PrÃncipe.
“Os médicos receitaram os medicamentos que estimulam a evacuação e assim conseguimos recuperar, até então, um total de 279 cápsulas de cocaÃnas, sendo que um indivÃduo transportava 149 [correspondentes a 3.019 quilos] e outro 130 cápsulas [correspondentes a 2.345 quilos]”, explicou o diretor da PJ.
Samuel António garantiu que “ambos os suspeitos se encontram num lugar seguro, sob cuidados médicos, tendo em conta que os mesmos ainda possuem cápsulas de cocaÃna no interior do organismo”.
Esclareceu ainda que “estes produtos são comercializados a um valor que ronda os 1.500 euros por cápsula”, estimando que o valor total da cocaÃna apreendida seja de 10.462.500 dobras são-tomenses (418.500 euros).
O cidadão são-tomense envolvido neste processo, detido em São Tomé, é considerado “o cérebro da operação” e tinha na sua posse “materiais informáticos diversos e vários documentos pessoais [de terceiros], com destaque para a apreensão de vários passaportes” cabo-verdianos e são-tomenses.
Segundo Samuel António, “a investigação vai continuar” visando a detenção de outros membros, tendo assegurado que as drogas apreendidas “serão destruÃdas”, em perfeita sintonia com o Ministério Público.
Â
JYAF // VM
Lusa/Fim



