
DÃli, 14 jul 2026 (Lusa) — A PolÃcia CientÃfica de Investigação Criminal (PCIC) de Timor-Leste deteve hoje, em DÃli, 28 estrangeiros, a maioria dos quais chineses, por suspeita de atividade ilegal de jogo ‘online’ e burla informática.
“A operação, realizada em conjunto com o Serviço Nacional de Inteligência Estratégica começou à s 02h00 e permitiu identificar e deter os 28 suspeitos, indiciados por desenvolverem atividades num centro de burla informática e jogo ‘online’ na referida área da cidade de DÃli”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa.
No comunicado, a PCIC explica que os cidadãos chineses suspeitos de praticarem jogo ilÃcito em Timor-Leste já têm um “historial de envolvimento em atividades semelhantes no Myanmar, Camboja e Laos”.
“A operação da madrugada de hoje insere-se no âmbito da investigação e dos esforços contÃnuos da PCIC no combate a redes de crime organizado transnacional suspeita de desenvolver atividades de burla informática e jogo ilegal ‘online’ em território nacional”, acrescenta-se no comunicado.
As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais ‘online’, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.
Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.
Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas ‘online’, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.
Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, “essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos”.
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