
Porto, 25 dez 2021 (Lusa) — Os chefes de equipa de urgência do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde apresentaram, na sexta-feira, a demissão por “grave carência de recursos humanos médicos” neste serviço, avançou hoje o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
Em comunicado, o sindicato especificou que os médicos apresentaram a carta de demissão ao presidente do conselho de administração e ao diretor clÃnico, tendo a mesma sido assinada por todos os chefes de equipa, à exceção da diretora do serviço de urgência que também exerce funções de chefe de equipa.
“A demissão coletiva é motivada pela grave carência de recursos humanos médicos no serviço de urgência daquele centro hospitalar, que já não permite assegurar cuidados em segurança para os doentes”, referiu.
A tÃtulo de exemplo, o SIM revelou que nas noites de 31 de dezembro de 2021 e 01 de janeiro de 2022 em vez de cinco médicos haverá apenas dois médicos.
Os cuidados que eram assegurados por dois médicos de medicina interna e três generalistas passam, agora, a ter de ser assegurados por apenas dois médicos de medicina interna, sublinhou.
“Isto inclui atender não só os doentes triados com vermelho e laranja, executar tarefas inerentes ao chefe de equipa e proceder a transportes de doentes crÃticos, como também atender todos os doentes da área médica triados com verde ou amarelo e apoio à área dedicada a doentes com covid-19 ou suspeitos de covid-19”, adiantou o sindicato.
A isto, acrescentou o SIM, nessas duas noites não haverá médicos de ginecologia/obstetrÃcia no serviço de urgência.
Esta situação é de “enorme gravidade” porque recorrem ao centro hospitalar grávidas e parturientes de todo o paÃs, frisou, ressalvando não haver qualquer aviso à s grávidas de que a urgência de obstetrÃcia está encerrada nessas noites.
O Sindicato Independente dos Médicos marcou já uma reunião com o Conselho de Administração, por solicitação deste, para abordarem esta questão.
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