
Lisboa, 18 jul 2025 (Lusa) — A DBRS avalia hoje a dÃvida soberana de Portugal e os analistas ouvidos pela Lusa consideram que o ‘rating’, bem como a perspetiva, se devem manter inalterados face à última revisão.
Foi em 17 de janeiro que a agência de notação financeira fez a última avaliação do ‘rating’ de Portugal, tendo elevado a classificação para A (alto), mas revendo o outlook (perspetiva) de positivo para estável.
O diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, indica à Lusa que “a DBRS deverá manter tanto o ‘rating’ como o Outlook de Portugal”, sendo que “a atual conjuntura geopolÃtica pode trazer novos desafios ao crescimento económico, que ainda são difÃceis de mensurar pelo facto de ainda estarem a ser fechados acordos relativamente à s tarifas”.
Filipe Silva destaca ainda que “as projeções de crescimento económico têm sido revistas em baixa, no entanto os planos de investimento em defesa e infraestruturas anunciados na Europa, podem servir de contrapeso e fomentar o crescimento”, pelo que será preciso “mais tempo e avaliar se Portugal consegue manter a trajetória de descida do seu nÃvel de endividamento”.
O analista da Xtb VÃtor Madeira também considera, em declarações à Lusa, que “apesar de a revisão a 18 de julho suscitar naturalmente a questão sobre uma possÃvel alteração nesta avaliação – com base nos mais recentes indicadores macroeconómicos e de mercado – tudo aponta para a manutenção do ‘rating’ e do ‘outlook’ estável”.
Tendo em conta os indicadores económicos e a visão dos mercados financeiros, “a atual avaliação da DBRS parece adequada, uma vez que Portugal continua a demonstrar capacidade estável para cumprir as suas obrigações financeiras e não apresenta elementos que justifiquem uma revisão em alta ou baixa do ‘rating’ neste momento”, defende.
Tal como Filipe Silva, o analista da Xtb também considera que outlook se deverá manter estável, “refletindo um equilÃbrio entre riscos e oportunidades”.
Este ano, tanto a DBRS como a S&P melhoraram a classificação da dÃvida soberana nas suas revisões, que aconteceram ainda antes da crise polÃtica que levou a eleições antecipadas, enquanto a Fitch, a Moody’s e a Scope mantiveram o ‘rating’ de Portugal inalterado.
O ‘rating’ é uma avaliação atribuÃda pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos paÃses e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
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