
Lisboa, 27 nov 2023 (Lusa) — O candidato à liderança do PS Daniel Adrião promete prescindir da quota de um terço na escolha de deputados socialistas se for eleito secretário-geral e critica o presidente do PSD por reforçar o “centralismo” no seu partido.
Daniel Adrião disputa com o atual ministro da Administração Interna, José LuÃs Carneiro, e com o ex-ministro socialista Pedro Nuno Santos as eleições diretas internas para o cargo de secretário-geral do PS, que se realizam nos dias 15 e 16 de dezembro.
Em comunicado hoje divulgado, Daniel Adrião, que lidera desde 2016 uma sensibilidade minoritária dentro do PS, o Congresso do PSD, no sábado, em Almada, foi marcado por uma alteração estatutária que reforça o poder do lÃder na escolha dos candidatos a deputados”.
“Através desta alteração estatutária LuÃs Montenegro diz ao que vem e mostra a sua visão centralista. Dois terços dos deputados passam a ser escolhidos pelo lÃder do partido e um terço pelos lÃderes distritais. Uma decisão que revela a pior faceta do nosso sistema eleitoral de listas fechadas e bloqueadas, cuja tendência é para concentrar no lÃder e no diretório partidário o poder unilateral de escolha dos candidatos a deputados”, aponta.
Neste contexto, Daniel Adrião afirma que está “disponÃvel para prescindir da quota do secretário-geral [do PS] na escolha dos candidatos a deputados e dar aos militantes esse poder de decisão”.
No entanto, o lÃder do PSD “opta por concentrar nele esse poder, ignorando a vontade da base social de apoio do seu partido”.
“O Congresso do PSD foi um comÃcio morno de campanha eleitoral, cujas principais novidades foram o ressurgimento de velhos protagonistas do passado, que não têm nada de novo a oferecer ao paÃs. O Congresso do PSD foi ainda marcado por uma parte gaga protagonizada por LuÃs Montenegro, uma espécie de perdoa-me, reconhecendo que não tem estado à altura das suas responsabilidades como lÃder da oposição”, acusa.
Para Daniel Adrião, essa atuação do lÃder social-democrata “soou a um pedido de desculpas aos militantes do PSD e aos portugueses pela sua fraca performance”.
Â
PMF // JPS
Lusa/Fim
Â
Â



