
Oeiras, Lisboa, 01 set 2019 (Lusa) — A lÃder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que o partido não aceita “ameaças” nem “chantagens”, numa resposta a António Costa que pediu “um PS forte” para evitar que o paÃs caia num “impasse à espanhola”.
“Não aceitamos ameaças, não aceitamos chantagens, não aceitamos argumentação pouco sólida para convencer as pessoas”, sublinhou esta tarde a lÃder do CDS-PP, durante uma cerimónia em Oeiras para apresentação dos candidatos do partido pelo cÃrculo eleitoral de Lisboa à s eleições legislativas.
Numa entrevista à agência Lusa, o primeiro-ministro e secretário-geral socialista, António Costa, advertiu que Portugal poderá cair numa “situação de impasse à espanhola” caso não saia “um PS forte” das eleições de 06 de outubro, ficando assim comprometida a estabilidade necessária à prossecução das polÃticas seguidas na atual legislatura.
Sem querer ser muito direta na resposta a António Costa, Assunção Cristas, que discursava para cerca de meia centena de militantes, defendeu que a polÃtica e a força na polÃtica “servem para que as ideias sigam o seu caminho” e que, no caso do CDS-PP, o objetivo é que “as ideias sigam para um caminho de centro-direita em Portugal”.
Durante o seu discurso, a lÃder do CDS-PP relembrou também alguns dos objetivos principais do programa do partido à s próximas eleições legislativas, que passam pela baixa de impostos, pelo apoio à s famÃlias, pelo reforço da qualidade do Serviço Nacional de Saúde e mais liberdade económica.
Antes de iniciar o seu discurso polÃtico, Assunção Cristas congratulou-se pela nomeação do arcebispo José Tolentino de Mendonça como cardeal pelo Papa Francisco: “É um homem de grande humanidade, de grande humildade, de uma cultura imensa. É um intelectual de primeira linha, não só do nosso paÃs, mas à escala global. E é, sobretudo, um homem do coração. Portanto, só me posso associar à s felicitações que ele está a receber”.
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