
Lisboa, 02 dez 2021 (Lusa) — O consumo de eletricidade aumentou 4%, em novembro, impulsionado pelo frio que se fez sentir, corrigindo para 0,8% considerando os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, segundo dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, hoje divulgados.
De acordo com a gestora das redes energéticas, no final de novembro, o consumo acumulado anual de energia elétrica registou um crescimento de 1,7%, ou 2,1% com correção de temperatura e dias úteis, face ao mesmo perÃodo do ano passado.
Já relativamente a 2019, registou-se um decréscimo de 1,8%, acrescentou a REN.
No mês em análise, a produção hidroelétrica enfrentou condições “particularmente negativas”, com o Ãndice de produtibilidade a registar 0,37 (média histórica igual a 1), enquanto o de produtibilidade eólica se aproximou das condições médias, registando 0,97 (média histórica igual a 1).
Segundo a entidade, a produção de energia de fontes renováveis foi responsável pelo abastecimento de 54% do consumo, enquanto a não renovável abasteceu 35%.
Os restantes 11% do consumo de novembro corresponderam a energia importada.
Numa análise ao perÃodo entre janeiro e novembro, a REN concluiu que o Ãndice de produtibilidade hidroelétrica registou 1,01 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica 0,97 (média histórica igual a 1).
Naqueles 11 meses, a produção renovável abasteceu 59% do consumo, repartida pela hidroelétrica e eólica com cerca de 24% cada, biomassa com 7% e fotovoltaica, que se aproximou dos 4%, o que corresponde a um crescimento anual de 36%.
Já a produção não renovável abasteceu 32% do consumo, repartida por gás natural com 30%, carvão com 2%, enquanto os restantes 10% foram abastecidos com recurso a importação.
A REN lembrou que a central termoelétrica do Pego, em Abrantes, a última a carvão em território nacional, encerrou a sua atividade no final do mês de novembro, deixando de se produzir energia elétrica em Portugal com recurso à quele combustÃvel.
Relativamente ao mercado de gás natural, apesar do comportamento positivo do mercado elétrico, manteve-se a tendência negativa registada nos últimos meses, com uma contração homóloga de 5,7%, em novembro, e uma quebra de 16% no segmento convencional, parcialmente compensada por um crescimento de 11% no segmento de produção de energia elétrica.
Entre janeiro e novembro, o consumo de gás natural registou uma variação negativa de 4,8%, face ao mesmo perÃodo do ano passado, com o segmento convencional a registar uma variação marginalmente positiva de 0,1% e com o segmento de produção de energia elétrica a recuar cerca de 13%.
Já relativamente ao mesmo perÃodo de 2019, registou-se uma quebra de cerca de 6%.
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