
Lisboa, 18 nov 2022 (Lusa) — Uma criança vÃtima de abuso sexual é sujeita a recontar a sua história pelo menos oito vezes, o que resulta numa “revitimização absolutamente inaceitável”, avisaram hoje especialistas, que alertaram para as consequências “gravÃssimas” entre a minoria que denuncia.
Hoje assinala-se o Dia Europeu para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual e o tema foi debatido durante a manhã, na Assembleia da República, onde os especialistas lembraram que, em média, uma em cada cinco crianças é ou foi vÃtima de abusos sexuais.
Além deste dado, esteve também em destaque o facto de estas crianças e jovens serem vÃtimas do próprio sistema, desde a escola, à s policias, passando pelos meios de investigação e acabando nos tribunais, que as obrigam a contar uma e outra vez a situação pela qual passaram.
Segundo a vice-presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) “está também comprovado que as crianças vÃtimas de abusos sexuais têm de contar a sua história oito vezes”.
“Isto é uma revitimização daquela criança que é absolutamente inaceitável e, por isso, todos os mecanismos que consigamos adotar e desenvolver são muito bem-vindos”, defendeu Maria João Fernandes.
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