
Bruxelas, 30 nov 2020 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje ver “uma luz ao fundo do túnel” para a pandemia, por as primeiras vacinas poderem chegar à União Europeia ainda este ano, mas pediu disciplina.
“Existe uma luz ao fundo do túnel, mas temos de continuar a ser disciplinados até termos atingido um nÃvel de vacinação suficiente para erradicar este vÃrus”, declarou Ursula von der Leyen, falando numa videoconferência da Conferência dos Órgãos Especializados em Assuntos da União dos Parlamentos da União Europeia (UE), organizado pela presidência alemã da União.
No dia em que se assinala o primeiro ano do mandato de Ursula von der Leyen, muito marcado pela crise sanitária e económica gerada pela pandemia da covid-19, a lÃder do executivo comunitário notou que, “se tudo correr bem, os primeiros cidadãos a receberem a vacina poderão já ser vacinados antes do final de dezembro”.
“E isto será um grande passo em direção a uma vida normal”, vincou.
Ainda assim, lembrou que “a crise do novo coronavirus está longe de estar concluÃda”, pelo que solicitou respeito pelas medidas de contenção.
Até ao momento, a Comissão Europeia já assinou seis contratos com farmacêuticas para assegurar vacinas para a Europa quando estas se revelarem eficazes e seguras: a AstraZeneca (300 milhões de doses), a Sanofi-GSK (300 milhões), Johnson & Johnson (200 milhões) e BioNTech e Pfizer (300 milhões), CureVac (405 milhões) e Moderna (160 milhões de doses).
Ao todo, de acordo com lÃder do executivo comunitário, “a Comissão assegurou cerca de dois mil milhões de doses de uma potencial vacina contra o vÃrus”.
“Fechámos contrato com seis companhias farmacêuticas que estão a trabalhar com as vacinas mais promissoras e, até ao momento, as coisas correm bem, e todas estão a produzir aqui na Europa”, destacou.
Está previsto que as vacinas asseguradas pela Comissão Europeia sejam disponibilizadas ao mesmo tempo para todos os Estados-membros da UE, sendo que a quantidade atribuÃda a cada paÃs será baseada na população.
A compra também é feita por cada paÃs.
“Os Estados-membros estão, então, a trabalhar nos seus planos de vacinação e na logÃstica para a aplicação de dezenas de milhões de doses de vacina”, observou Ursula von der Leyen, lembrando que “não é a vacina que é importante, são os planos de vacinação”.
A lÃder do executivo comunitário argumentou que “a incerteza continua, mas de forma diferente do que em março e do que na primeira vaga”.
“Hoje sabemos que existe uma saÃda e a boa notÃcia é que temos as ferramentas para combater esta crise”, afirmou.
Apesar do cenário otimista, Ursula von der Leyen reconheceu que “a Europa está a ser severamente atingida pela segunda vaga”, com algumas regiões “em confinamento para tentar salvar vidas, apesar de todas as consequências que isto tem para trabalhadores e empresas”.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.460.018 mortos resultantes de mais de 62,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo.
ANE // MP
Lusa/fim



