
Bissau, 04 jul 2020 (Lusa) – A embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, a portuguesa Sónia Neto, entregou hoje à alta-comissária do paÃs para o combate ao novo coronavirus, Magda Robalo, um conjunto de equipamentos médicos, no âmbito de um pedido feito nesse sentido.
Na ocasião, Sónia Neto afirmou que o gesto se enquadra “na tão nobre missão” que é ajudar a Guiné-Bissau no combate à covid-19, disse.
Entre outros equipamentos, a União Europeia entregou oxÃmetros de pulso, aparelhos de gasometria, reagentes, seringas, máscaras, monitores hemodinâmicos, ventiladores não invasivos e respetivos acessórios para a monitorização de doentes crÃticos.
Os equipamentos foram adquiridos no âmbito do Projeto de Apoio à Resposta à Pandemia de Covid-19 (PAR Covid-19) na Guiné-Bissau, implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flor, orçado em 230 mil euros.
O projeto visa a melhoria da capacidade de resposta dos serviços de saúde guineenses no capitulo de diagnóstico, monitorização, tratamento dos problemas respiratórios, uma das principais causas da morte pela Covid-19.
Ainda em resposta aos apelos das autoridades guineenses, a embaixadora da UE anunciou que disponibilizar “uma contribuição extra” no valor de 1,3 milhões de euros, a serem entregues à delegação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O lote de equipamentos médicos oferecidos hoje pela União Europeia também inclui materiais no âmbito do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno Infantil (PIMI II) na Guiné-Bissau.
Ao receber o donativo, a alta-comissária contra a covid-19 na Guiné-Bissau, Magda Robalo não escondeu a “dupla satisfação” pelos equipamentos do combate à pandemia, mas também pelos materiais para redução da mortalidade maternoinfantil.
Magda Robalo considera fundamental que reforce o sistema de saúde guineense, dando atenção à s outras doenças, sob pena de o paÃs conhecer mais mortes durante este perÃodo da pandemia.
A responsável aproveitou a ocasião “para tranquilizar” as pessoas em como o paÃs já ultrapassou a fase crÃtica em termos de oxigénio e que neste momento, disse, “ninguém vai morrer por falta de oxigénio” nos hospitais.
Desde que a doença foi declarada na Guiné-Bissau, em finais de março, mais de 1700 pessoas já foram infetadas, entre as quais 25 morreram.
MB // JPF
Lusa/Fim



