
Londres, 15 out 2020 (Lusa) – O Reino Unido registou 138 mortes, o terceiro dia consecutivo em que ultrapassa a barreira da centena, e 18.980 novas infeções de covid-19, nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.
Na quarta-feira tinham sido registadas 137 mortes e 19.724 novos casos.Â
O total acumulado desde o inÃcio da pandemia covid-19 no Reino Unido é agora de 673.622 casos de infeção confirmados e de 43.293 óbitos registados num perÃodo de 28 dias após as vÃtimas terem recebido um teste positivo. Â
O número de pessoas hospitalizadas também aumentou, para 4.941, das quais 563 com auxÃlio respiratório por ventilador.Â
Hoje, o ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou no parlamento que Londres e várias outras áreas de Inglaterra vão ser elevadas para o segundo nÃvel de restrições desenhadas para tentar conter a pandemia de covid-19.Â
O nÃvel “muito elevado”, o segundo mais alto de uma escala de três, proÃbe o convÃvio entre agregados familiares em espaços fechados como casas ou locais públicos como bares e restaurantes, para além das medidas atualmente em vigor.Â
A maior parte da Inglaterra ainda se encontra no nÃvel “médio”, o mais baixo desta escala, que permite o convÃvio social em espaços fechados ou ao ar livre, mas em grupos de até seis pessoas e obriga ao encerramento de bares e restaurantes à s 22:00.
Hancock admitiu que o vÃrus está a crescer “exponencialmente” no Reino Unido, mas defendeu a estratégia de tentar agir localmente para suprimir o vÃrus e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde sem fechar escolas nem a atividade económica.
“O vÃrus não está a espalhar-se de forma uniforme e a situação é particularmente grave em várias partes do paÃs”, afirmou, adiantando que na capital britânica, o número de casos está a duplicar a cada 10 dias e a taxa média ao longo dos últimos sete dias até hoje é de 97 casos por 100 mil habitantes.
Entretanto, autarcas da região de Manchester e norte de Inglaterra estão a pressionar o governo para oferecer mais apoio financeiro a trabalhadores e empresas locais quando estas áreas passarem para o grau máximo de restrições, que implica, por exemplo, o encerramento do setor da restauração.
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Lusa/fimÂ
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