
Porto, 30 mar 2021 (Lusa) – O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje as forças de direita de, nos últimos tempos e a pretexto da pandemia de covid-19, recorrerem a “novas manobras” para limitar a atividade polÃtica e a ação sindical.
“Nestes últimos tempos, e a pretexto da epidemia e de uma falsa invocação de saúde pública, assistimos a novas manobras das forças de direita e reacionárias, com a tentativa de impor uma situação de limitação permanente à atividade polÃtica e à ação sindical, adiar as eleições, alterar as leis eleitorais e rever a própria Constituição”, afirmou o lÃder comunista na sessão “O PCP e o 25 de Abril”, no Porto.
Jerónimo de Sousa afirmou que os recentes ataques promovidos pelos tradicionais partidos de direita, com o PSD à cabeça, a que se juntam as pretensões de novos partidos seus sucedâneos, mostram que se renovam os velhos desÃgnios de subversão dos valores de Abril.
Uma retoma da ofensiva que preparam “a coberto das sempre inevitáveis e necessárias” reformas estruturais, sejam as ditas e reditas reformas do Estado, do sistema eleitoral, da Justiça e da Segurança Social, como foi recentemente anunciando, referiu.
Nesta ofensiva, segundo Jerónimo, as “forças da subversão constitucional não só utilizam todos os pretextos para justificar a sua necessidade, como preparam o terreno para retirar legitimidade à luta que se opõe a tal objetivo”.
“Por isso, os vemos a insinuar a partir dos seus centros de produção polÃtica e ideológica que o PCP, porque se opôs à s suas revisões constitucionais, deixou de ter legitimidade para exigir a aplicação e o cumprimento da Constituição”, salientou o secretário-geral comunista.
Jerónimo de Sousa considerou que afirmar os valores democráticos de Abril, o seu papel progressista e transformador e lutar por polÃticas conformes com os seus valores é essencial para travar o passo aos projetos de subversão constitucional e ao avanço das “forças protagonistas do retrocesso económico e empobrecimento do paÃs”.
Valores que o PCP assume no seu projeto e que estão traduzidos num programa polÃtico concreto, sublinhou.
“Um programa para responder aos novos problemas de uma realidade que mudou e não para repetir literalmente a experiência passada, mas um programa para, inequivocamente, retomar o caminho de uma revolução inacabada e libertar o paÃs do domÃnio do capital monopolista e da submissão ao estrangeiro, nomeadamente à s imposições da União Europeia e do euro”, concluiu.
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