
Tóquio, 05 abr 2020 (Lusa) – O Japão vai acelerar a produção de Avigan, um medicamento experimental para tratar a infeção por covid-19, que será disponibilizado gratuitamente aos paÃses que o solicitarem para testes, foi hoje anunciado.
O Avigan tem como componente ativo o favipiravir, usado experimentalmente pelas autoridades de saúde japonesas para tratar a gripe e que está a ser testado para tratar os sintomas de doenças respiratórias causadas pelo coronavÃrus.
Segundo o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, cerca de 30 paÃses já manifestaram a vontade de testar o medicamento no tratamento de pessoas contaminadas pelo novo coronavÃrus.
Entre esses paÃses destacam-se os Estados Unidos, que têm mostrado recetividade para encontrar um fármaco que combata eficazmente os sintomas da infeção.
O favipiravir, conhecido no Japão sob o nome comercial Avigan, obteve em 2014 a aprovação do governo para produção e venda como medicamento contra a gripe, mas nunca foi comercializado.
No entanto, o medicamento foi usado experimentalmente nos casos em que outros antivirais não funcionaram contra certos tipos de gripe, e revelou-se eficaz contra a covid-19, de acordo com um estudo da Universidade de Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto infecioso.
A produção do Avigan será financiada por um pacote de estÃmulo financeiro criado pelo governo japonês, cuja aprovação no Parlamento deverá acontecer no inÃcio da semana.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com cerca de mais de 627 mil infetados e mais de 46 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o paÃs do mundo com mais vÃtimas mortais, 15.362 óbitos em 124.632 casos confirmados até hoje.
Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, o último balanço da Direção-Geral da Saúde indicava 10.524 infeções confirmadas. Desse universo de doentes, 266 morreram, 1.075 estão internados em hospitais, 75 recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.
A 17 de março, o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar, que a partir do dia seguinte ficou sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade empresarial não afeta a bens de primeira necessidade. A medida foi, entretanto, prolongada até 17 de abril, permitindo agora a laboração de fabricantes de equipamentos de segurança e serviço “take-away” em restaurantes.
O paÃs está desde as 00:00 de 19 de março em estado de emergência, o que vigora até à s 23:59 do dia 17 de abril. A medida proÃbe toda a população de circular fora do seu concelho de residência entre 9 e 13 de abril, para desincentivar viagens no perÃodo da Páscoa.
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