
Luanda, 14 abr 2020 (Lusa) – O Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) exortou hoje os pastores e fiéis ao “cumprimento escrupuloso” das orientações das autoridades sanitárias sobre as medidas de prevenção ao covid-19, alertando para a “materialização do binómio fé e ação”.
“Mas é necessário que as pessoas, nessa altura, tenham em mente como cristãos o binómio oração e ação e as pessoas devem continuam a orar, mas observando escrupulosamente as medidas de segurança emanadas pelas autoridades”, afirmou hoje à Lusa a secretária geral do CICA, Deolinda Dorcas Teca.
Para a pastora, que “reprovou” a postura de alguns lÃderes religiosos que nos primeiros quinze dias do estado de emergência em Angola congregaram fiéis em desobediência à s autoridades, as recomendações das autoridades sanitárias são de “cumprimento obrigatório”.
Segundo a responsável, “é bem provável que a mensagem não tenha chegado aos responsáveis pastorais, provavelmente os seus representantes não deram seguimento ao decreto presidencial”.
“Então a necessidade de aà continuarmos a trabalhar na disseminação e divulgação através dos diferentes meios de comunicação social para que a mensagem passe ou mesmo em lÃnguas nacionais”, apontou.
Depois dos primeiros quinze dias de estado de emergência, de 27 de março a 10 de abril, como medida para conter a propagação da covid-19, Angola cumpre hoje o quarto dia da extensão do perÃodo de mais 15 dias.
Angola conta atualmente com 19 casos confirmados de pessoas afetadas pela covid-19, nomeadamente 13 ativos, dois óbitos e quatro recuperados.
A secretária geral do CICA entende que o momento é dos pastores continuarem a apelar os fiéis a se manterem em casa e a continuar a instrui-los sobre as medidas de prevenção.
“E como recomendações é importante primeiro ficar em casa, respeitar a quarentena, o distanciamento, o isolamento e sair de casa apenas por necessidade extrema”, apelou.
O novo coronavÃrus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 paÃses e territórios.
Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
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