
Atenas, 20 nov 2020 (Lusa) — A Grécia registou hoje um novo recorde de mortes por covid-19, com 72 óbitos, enquanto o nÃvel de infeções continua alto apesar do confinamento que cumpre duas semanas neste sábado.
De acordo com os dados divulgados hoje pela Organização Nacional de Saúde Pública, foram registadas 2.581 novas infeções nas últimas 24 horas, elevando o total de contágios desde o inÃcio da pandemia para 87.812.
Com as 72 mortes no dia de hoje, o total subiu para 1.419.
O aumento para 519 pessoas ligadas a um ventilador é especialmente preocupante, tendo em conta que a situação nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) está a chegar ao limite.
Em toda a Grécia, apenas 15% das vagas para doentes covid-19 estão disponÃveis nas UCI, e em Salónica, a segunda maior cidade do paÃs, a capacidade é praticamente nula na saúde pública, tendo o Governo requisitado hoje duas clÃnicas privadas.
O despacho publicado hoje no Diário Oficial do Estado é válido por duas semanas e estipula que as duas clÃnicas em questão devem ceder todo o seu pessoal e instalações aos meios do Estado.
Na semana passada, o Governo do primeiro-ministro conservador, Kyriakos Mitsotakis, tinha pedido aos hospitais da rede privada que disponibilizassem 200 camas para o tratamento de pacientes com SARS-CoV-2 que não precisassem de cuidados intensivos, mas nenhum se demonstrou disposto.
O presidente da Associação Pan-helénica de ClÃnicas Privadas, Grigoris Sarafianos, afirmou hoje que os hospitais recusaram disponibilizar as camas porque nas clÃnicas privadas o pessoal médico não tem a experiência da Saúde Pública para tratar casos do novo coronavÃrus.
Além disso, afirmou, os pacientes têm medo de entrar em contacto com pessoas contagiadas e nas clÃnicas privadas não há possibilidade de isolar os doentes.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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