
DÃli, 19 ago 2020 (Lusa) – O Governo timorense decidiu limitar as entradas de pessoas na fronteira terrestre, permitindo a abertura apenas a cada 17 dias, como medida para responder à s limitações atuais nos locais de quarentena, no âmbito da resposta à covid-19.
A medida, que está a ser aplicada desde 11 de agosto, só foi divulgada hoje às embaixadas e organizações internacionais em Timor-Leste pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), que explica que se trata de medidas aplicadas no quadro do estado de emergência, que vigora até ao inicio de setembro.
Desde 11 de agosto, as fronteiras terrestres com a Indonésia passaram a estar abertas apenas quatro horas a cada 17 dias, com um limite máximo de entrada de 200 pessoas e a prioridade a ser dada a cidadãos timorenses.
No caso de transporte de mercadorias, as fronteiras estarão abertas duas horas todas as terças-feiras.
“A redução das horas de operação das fronteiras terrestres não afeta qualquer repatriamento de cidadãos timorenses que tenha sido aprovado pelas autoridades competentes em Timor-Leste”, referiu o MNEC.
Timor-Leste está novamente livre de casos de covid-19, depois de o último doente infetado ter recuperado, segundo informou na terça-feira o Ministério da Saúde.
Mais de 600 pessoas estão em quarentena em instalações do Governo ou em autoconfinamento.
O MNEC informa que todos os cidadãos nacionais e estrangeiros que queiram entrar no paÃs, por terra ou ar, têm obrigatoriamente de cumprir um perÃodo de 14 dias de quarentena.
Antes de entrar no paÃs, têm de solicitar autorização, apresentando testes negativos de covid-19.
Desde o inÃcio da pandemia, Timor-Leste registou um total de 25 casos, já todos recuperados, tendo o último doente infetado, confirmado no inÃcio deste mês, sido o primeiro desde maio.
O paÃs está até 04 de setembro em estado de emergência — o quarto perÃodo com restrições desde o inÃcio da pandemia.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 774.832 mortos e infetou mais de 21,9 milhões de pessoas em 196 paÃses e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
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