
Macau, China, 24 jun 2022 (Lusa) — O Governo de Macau admitiu hoje a possibilidade de uma terceira ronda de testes à população, na sequência do surto de covid-19 que antecipou o final do ano letivo e suspendeu total ou parcialmente serviços e comércios.
“É com grande probabilidade que vamos fazer uma nova ronda de testes para atingir a polÃtica de zero casos”, disse o diretor dos Serviços de Saúde de Macau, Alvis Lo, durante a conferência de imprensa diária sobre a situação da covid-19 no território.
Macau decretou no domingo o estado de prevenção imediata, na sequência do pior surto desde o inÃcio da pandemia, no qual foram detetados 170 casos.
Na quinta-feira, teve inÃcio um teste geral à população, que decorre até hoje à s 23:59 (16:59 de Lisboa), depois de no inÃcio da semana cerca de 677 mil pessoas se terem deslocado aos 53 postos disponÃveis para uma primeira testagem.
Nesta segunda avaliação, disse Lo, “foram recolhidas até à s 15:00 [08:00 de Lisboa] 567.462 amostras, ou seja 84% do público-alvo”.
Entretanto, na quarta-feira foi pedido também aos residentes de Macau que realizassem um teste antigénio em casa. À população foram entregues até à data cinco ‘kits’ de testes rápidos.
Na sequência do novo surto, as autoridades locais anteciparam o encerramento do ano escolar, além de declararem a suspensão da atividade de todos os espaços de diversão e dos restaurantes, permitindo apenas o serviço de ‘takeaway’.
Em Macau estão suspensos também os serviços públicos, a atividade dos museus e dos equipamentos sociais que prestam serviços diurnos (creches, centros de cuidados especiais e centros comunitários) e as visitas a lares de idosos.
Macau definiu áreas de confinamento, tendo delimitados neste momento cinco edifÃcios da cidade de onde não é permitida a saÃda dos residentes. A par destas zonas vermelhas, foram criadas zonas amarelas em prédios adjacentes, com medidas de controlo menos restritivas.
Desde o inÃcio da pandemia, o território registou um total de 125 infeções, zero mortes e 332 assintomáticos.
À semelhança do interior da China, a região segue uma polÃtica de “zero casos”, em que os assintomáticos não entram para as contas oficiais do Governo, apesar de serem igualmente obrigados a cumprir as medidas de isolamento.
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