
Berlim, 28 jul 2020 (Lusa) – O Governo alemão desaconselha viagens “não essenciais” e turÃsticas à s regiões espanholas de Aragão, Catalunha e Navarra devido ao “número elevado de infeções” de covid-19, anunciou hoje o seu ministério dos Negócios Estrangeiros.
“Há atualmente novos surtos regionais” nas três regiões, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha numa nota publicada no portal oficial referindo-se especificamente a Aragão, Catalunha e Navarra.Â
Nas últimas semanas, marcadas pelo processo de desconfinamento, Espanha têm registado o aparecimento de vários surtos.
Na segunda-feira, Espanha comunicou que tinha registado 855 novos contágios pelo novo coronavÃrus nas últimas 24 horas, mais de metade dos quais, 474, diagnosticados na comunidade autónoma de Aragão, no nordeste do paÃs.
Este ressurgimento de casos tinha já desencadeado a decisão do Reino Unido, no fim de semana, de excluir Espanha da lista de paÃses seguros, ou seja, quem se deslocar a este território e voltar para solo britânico terá de cumprir um perÃodo de quarentena de 14 dias.
Entretanto, o presidente do Instituto alemão Robert Koch, Lothar Wiegand, disse que a evolução da pandemia – segundo os dados mais recentes na Alemanha – são motivo de “grande preocupação”.
Até ao momento morreram 9.122 pessoas de covid-19, na Alemanha.
“A evolução causa-me a mim e a todos no Instituto Koch grande preocupação”, disse o responsável do instituto epidemiológico alemão que, apesar de constatar “êxitos” no controlo da pandemia na Alemanha, alertou que é “preciso respeitar as regras”.Â
As declarações de Wieler ocorrem depois do ministro da Saúde do governo de Berlim, Jens Spahn, anunciar que o paÃs vai impor a realização de testes médico à s pessoas que entrem na Alemanha provenientes de paÃses considerados de “risco”.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 650 mil mortos e infetou mais de 16,3 milhões de pessoas em 196 paÃses e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
PSP (SCA) // ANP
Lusa/fim
Â
Â



