
Londres, 12 mai 2020 (Lusa) – O Reino Unido registou até ao inÃcio de maio mais de 36.000 mortes atribuÃdas à pandemia covid-19 e um excesso de mortalidade de 50 mil óbitos em comparação com a média dos anos anteriores, segundo estatÃsticas oficiais publicadas hoje.
De acordo com os dados do instituto de estatÃsticas britânico (ONS), nas seis semanas entre 21 de março e 01 de maio foram registadas 36.473 mortes cuja causa foi atribuÃda ao novo coronavÃrus, incluindo casos suspeitos.Â
Este número ultrapassa o balanço oficial do governo de 32.065 óbitos registados até segunda-feira, mas que só conta as mortes de pessoas cuja infeção foi diagnosticada por teste.Â
O ONS calculou também o excesso de mortalidade causada pela pandemia em mais de 50 mil mortes em todo o paÃs desde meados de março, mais 50% do que o esperado neste perÃodo.Â
Os dados publicados hoje sobre Inglaterra e PaÃs de Gales confirmam para uma tendência decrescente na mortalidade, apesar de um número ainda elevado em lares de idosos, que representavam na última semana de abril quase 40% das mortes de pessoas infetadas pelo novo coronavÃrus.Â
O Reino Unido é o paÃs mais afetado pela pandemia covid-19 da Europa e o segundo a nÃvel mundial depois dos EUA.Â
Na segunda-feira, foi publicado um plano para o alÃvio do regime de confinamento em vigor desde 23 de março, que, dá maior liberdade para sair de casa e incentiva o regresso ao emprego de muitos trabalhadores.
Uma segunda fase a partir de junho prevê a reabertura de escolas primárias e algumas lojas de bens não essenciais.Â
Porém, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, avisou que não hesitará em impor novamente restrições no caso de um aumento significativo de casos de contágio.Â
A nÃvel global, segundo um balanço da agência de notÃcias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 283 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 paÃses e territórios.Â
Quase 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 1.144 pessoas das 27.679 confirmadas como infetadas, e há 2.549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários paÃses começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
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Lusa/fimÂ



