
Lisboa, 06 nov 2020 (Lusa) — A Europa está, gradualmente, a regressar a um confinamento, agora mais flexÃvel, para tentar controlar a segunda vaga de covid-19 num continente onde já morreram mais de 300 mil pessoas.
A Irlanda foi o primeiro paÃs da União Europeia a decretar o confinamento geral dos seus habitantes nesta segunda vaga. Depois foi a vez da França, que prevê manter-se assim até 1 de dezembro.
Nesta lista que vai crescendo com o passar do tempo está também o PaÃs de Gales e a Itália, que desde hoje passou a ter algumas regiões confinadas.Â
Já no sábado, os gregos só vão poder sair de casa com autorização: A cada saÃda, será necessário indicar por mensagem o motivo e a hora, e aguardar o sinal verde das autoridades, também por SMS.
Também no sábado, os portugueses ficarão a saber quais serão as medidas concretas do novo estado de emergência que entra em vigor na próxima segunda-feira.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou hoje o estado de emergência por 15 dias, para permitir medidas de contenção da covid-19.
Este será o segundo estado de emergência no paÃs durante a pandemia. O primeiro começou em meados de abril e prolongou-se por 45 dias.
Desta vez, ao contrário das anteriores, o decreto de estado de emergência não contempla o confinamento compulsivo, mas permite novamente restrições à s deslocações, “designadamente nos municÃpios com nÃvel mais elevado de risco” e “durante determinados perÃodos do dia ou determinados dias da semana”.
Permite também, entre outras coisas, a imposição de controlos de temperatura corporal e testes de diagnóstico do novo coronavÃrus para acesso a determinados locais.
O Governo, a quem cabe regulamentar a aplicação do estado de emergência, irá reunir o Conselho de Ministros no sábado para adotar medidas ao abrigo deste quadro legal.
Em Portugal, onde os primeiros casos de infeção com o novo coronavÃrus foram detetados no dia 02 de março, já morreram 2.792 pessoas com a doença covid-19, num total de mais de 166 mil casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Depois da experiência do inÃcio do ano, em que os paÃses pararam, agora ensaiam-se modelos mais flexÃveis, adaptados a cada paÃs para tentar que os serviços de saúde consigam dar resposta ao crescente número de doentes.
A pandemia já matou mais de 300 mil pessoas na Europa e provocou mais de 12 milhões de infeções, segundo dados avançados pela agência de notÃcias France Press (AFP).
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