
Macau, China, 22 abr 2020 (Lusa) — Peritos chineses partilharam na segunda-feira com médicos angolanos a sua experiência no combate à pandemia da covid-19, incluindo o tratamento de emergência a dar a doentes em estado crÃtico.
“Tendo em conta as condições médicas locais, partilhei as experiências de tratamento mais simples, mas também mais práticas”, referiu o diretor da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Provincial do Povo de Sichuan, Huang Xiaobo.
Segundo um comunicado do Governo de Sichuan, provÃncia do sudoeste da China, o especialista disse esperar que o simpósio tenha ajudado os médicos em Angola, que está “numa fase inicial” de prevenção e controlo, a conhecer melhor o novo coronavÃrus.
A diretora nacional de Saúde Pública de Angola, Helga Freitas, considerou que a conferência, realizada através da Internet, será muito útil para o paÃs africano, acrescentou o comunicado, divulgado na terça-feira.
O simpósio reuniu médicos do hospital de Chengdu, capital de Sichuan, que estiveram na linha da frente na prevenção e tratamento da covid-19.
Os peritos falaram sobre o diagnóstico da doença, nomeadamente através de tomografia axial computorizada (TAC), o tipo de alimentação e apoio psicológico a dar aos pacientes e métodos de manutenção da saúde pública.
De acordo com as autoridades chinesas, a conferência foi organizada pela Comissão Provincial de Saúde de Sichuan, a pedido do Ministério da Saúde angolano, com o apoio da embaixada da China em Angola.
O comunicado sublinhou que os dois paÃses têm cooperado “intensivamente” na prevenção e controlo da pandemia.
Segundo a Comissão de Saúde de Sichuan, a provÃncia enviou desde 2009 cinco equipas médicas para Angola, onde trataram quase 400 mil pacientes.
Angola regista já 24 casos positivos de infeção pelo novo coronavÃrus, nomeadamente 16 casos ativos, seis recuperados e dois óbitos e cumpre hoje o 12.º dia da segunda fase do estado de emergência que visa contar a propagação da covid-19.
A nÃvel global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 178.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 paÃses e territórios. Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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