
Pequim, 09 ago 2022 (Lusa) — As autoridades chinesas fecharam o famoso Palácio de Potala, em Lhasa, no Tibete, depois de um pequeno surto de covid-19 ter sido detetado na região dos Himalaias.
A decisão ressalta a adesão do paÃs à polÃtica de tolerância zero à covid-19, que implica bloqueios, testes em massa, quarentenas e outras restrições.
Um aviso difundido através da conta oficial do palácio na rede social Wechat anunciou que a estrutura, onde outrora residiram os lÃderes budistas do Tibete, fechou a partir de hoje. A data de reabertura vai ser anunciada posteriormente.
A economia do Tibete é fortemente dependente do turismo e Potala é uma atração importante.
A China defende que a sua estratégia foi bem-sucedida a prevenir hospitalizações e mortes em larga escala. CrÃticos, incluindo a Organização Mundial da Saúde, apontam, no entanto, o seu impacto económico e social, considerando-a insustentável, face à natureza mutável do vÃrus e aos novos métodos de prevenção e tratamento.
A China anunciou, nas últimas 24 horas, 828 novos casos de covid-19, entre os quais 22 foram detetados no Tibete.
O Tibete não registava casos do novo coronavÃrus há 920 dias.
Mais de 80.000 turistas permanecem também retidos na ilha turÃstica de Hainan, no extremo sul do paÃs, sob a exigência de que testem negativo para o vÃrus durante cinco dias seguidos, antes de poderem sair da ilha.
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