
Lisboa, 30 out 2020 (Lusa) – O lÃder do Chega acusou hoje o Presidente da República, o primeiro-ministro e o diretor nacional da PSP de terem provocado “confusão” sobre as restrições à circulação entre concelhos e recusou um novo confinamento geral.
André Ventura falava aos jornalistas no final de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, para discutir novas medidas de combate à pandemia da covid-19 que deverão ser comunicadas neste sábado no final do Conselho de Ministros extraordinário.
“Lamentamos que se tenha verificado uma enorme confusão entre os protagonistas públicos em relação à s restrições de circulação, com o Governo a dizer que se tratava de restrições, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a dizer que se tratava de recomendações, enquanto o diretor da PSP afirmava que a lei é para cumprir e que estava perante uma norma legal”, declarou o presidente do Chega.
Esta confusão, de acordo com André Ventura, “é tudo aquilo que o paÃs não precisa no combate à pandemia”.
“Isto prejudica a estabilidade dos agentes económicos, das famÃlias e de quem quer viver minimamente normal em contexto de pandemia”, sustentou.
O presidente do Chega observou que o número de contágios está a aumentar, mas criticou a possibilidade de aplicar as regras já em vigor em Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras em todo o território nacional, considerando que isso seria “uma injustiça”.
Em relação à possibilidade de haver um novo confinamento geral na primeira quinzena de dezembro, no âmbito de um regresso do paÃs ao estado de emergência, André Ventura defendeu que isso passará para a sociedade “a pior das mensagens”.
“Passa a mensagem de que voltámos ao inÃcio e que está iminente encerrar tudo novamente, o que gerará uma instabilidade tremenda aos agentes económicos – e isso poderá ser fatal para Portugal. A possibilidade de haver um confinamento total no inÃcio de dezembro, na nossa perspetiva, não se justifica e pode até ser contraproducente”, advertiu.
De acordo com André Ventura, “caso se feche o paÃs na primeira quinzena de dezembro, isso pode ter consequências nefastas para Portugal”.
“Na reabertura [na segunda quinzena de dezembro], umas semanas depois, o efeito pode ser ainda mais negativo, porque haverá concentração de pessoas que estiveram confinadas”, acrescentou.
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