
BrasÃlia, 11 mar 2020 (Lusa) – O número de casos confirmados do novo coronavÃrus no Brasil subiu para 52, com São Paulo a ser o estado mais afetado, com 30 infetados, informou hoje o Governo brasileiro.
Na terça-feira, o Ministério da Saúde do Brasil tinha anunciou 34 casos confirmados no paÃs. Contudo, no espaço de um dia, o número subiu para 52, sendo que o Governo monitoriza 907 outros casos suspeitos.
Até agora, o paÃs sul-americano já descartou 935 possÃveis casos de infeção pelo novo coronavÃrus.
A seguir a São Paulo, que tem 30 pacientes infetados, surge o estado do Rio de Janeiro, com 13 casos confirmados.
Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal têm, cada um, dois casos confirmados, e Alagoas, Minas Gerais e EspÃrito Santo registam um caso cada um.
Apesar do aumento de casos nas últimas horas, o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, que esteve hoje na Câmara dos Deputados a explicar as ações tomadas para combater a propagação da Covid-19, garantiu que o Brasil esteve sempre à frente nas medidas de vigilância.
“A nossa vigilância em saúde, até agora, foi a que fez movimentos mais antecipados. Nós, Brasil, questionamos a Organização Mundial de Saúde (OMS) antes de a China reconhecer [a epidemia]. Fizemos todo o protocolo antes. (…) Fomos os primeiros especialistas a falar que isto se trata de uma pandemia”, frisou o governante.
A OMS declarou hoje a doença Covid-19 como pandemia, justificando a decisão com “nÃveis alarmantes de propagação e inação”.
Para o ministro brasileiro, a organização demorou a reconhecer o cenário.
“Teimaram comigo. Disse que era uma pandemia e, desde a semana passada, o Brasil já trata o assunto como pandemia. Se existe uma transmissão sustentada em tantos paÃses, como vou ficar a procurar paÃs por paÃs, quem veio de onde?”, questionou Mandetta, em declarações à imprensa local.
O ministro afirmou ainda que qualquer cidadão que chegue ao Brasil de outro continente, com sintomas, será considerado “caso suspeito”.
Segundo o governante, o Congresso brasileiro avalia a cedência de 5,1 mil milhões de reais (940 milhões de euros), provenientes de alterações ao orçamento impositivo, para o combate ao novo coronavÃrus. Orçamento impositivo refere-se à parte do Orçamento Geral do Estado definida pelos parlamentares e que não pode ser alterada pelo poder executivo.
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou na terça-feira que pretende contratar cinco mil médicos e reforçar a capacidade de assistência em saúde durante a emergência do novo coronavÃrus.
Para tentar conter o avanço da Covid-19, a pasta da Saúde anunciou ainda que irá transferir recursos financeiros para os municÃpios, para que possam aumentar o horário de atendimento nas unidades básicas de saúde.
Na prática, o Governo vai ampliar o programa “Saúde na Hora”, lançado em 2019, que permite à s unidades de saúde funcionarem além de 40 horas semanais, chegando até 60 horas, e cujo investimento, este ano, será de 900 milhões de reais (172 milhões de euros).
A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.
O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 paÃses e territórios.
Face ao avanço da pandemia, vários paÃses têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.
A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o paÃs.
MYMM // SR
Lusa/Fim



