
Évora, 14 abr 2020 (Lusa) — A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, revelou hoje que, em maio, o Governo vai aumentar o programa de apoio alimentar, passando de 60 mil para 90 mil pessoas abrangidas.
“Estamos a reforçar a rede a nÃvel nacional, quer através do reforço das cantinas sociais, quer através do reforço do programa do FEAC (Fundo de AuxÃlio Europeu à s Pessoas Mais Carenciadas), que é o programa de apoio alimentar”, disse Ana Mendes Godinho, em declarações aos jornalistas em Évora.
Questionada pela agência Lusa sobre se os pedidos de apoio domiciliário que chegam à s Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) têm vindo a aumentar, face à pandemia da covid-19, a ministra disse não possuir números sobre esse dado especÃfico, mas reconheceu que “tem havido um aumento do número de pedidos de apoio em termos de reforço alimentar”.
O Governo vai passar “já no mês de maio” de “60 mil para 90 mil pessoas abrangidas por esse programa”, disse a ministra.
“E com um sistema também de deteção automática de situações que precisem deste reforço alimentar, para não termos de estar à espera que as pessoas venham pedir o apoio”, ou seja, que incorpore “indicadores de sinalização” que permitam conseguir “chegar a mais pessoas”, frisou.
“Portanto, estamos também a reforçar as respostas nesse sentido, com a colaboração no terreno por parte de todas as pessoas que trabalham na Segurança Social e que estão completamente ao serviço das populações”, referiu, agradecendo a estes funcionários e aos trabalhadores das IPSS, que “têm sido incansáveis num momento completamente atÃpico” e para o qual todos tiveram de se “adaptar de uma forma diferente” para “responder muito mais rapidamente” e de forma “cada vez mais personalizada” à s situações.
Ana Mendes Godinho e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, deslocaram-se hoje ao polo da Mitra da Universidade de Évora (UÉ) para visitarem o Laboratório de Virologia Vegetal do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), onde começou a funcionar uma unidade que realiza testes a infeção com o novo coronavÃrus, que provoca a doença covid-19.
Questionada ainda pelos jornalistas sobre preocupações dos pais que estão em casa com os filhos menores de 12 anos e que não sabem se o apoio que recebem se mantém neste 3.º perÃodo letivo, a ministra do Trabalho argumentou que o primeiro-ministro, António Costa, já disse que “o apoio se mantém nas condições em que foi definido”.
“Já agora aproveito para dizer que tivemos cerca de 170 mil pessoas a beneficiarem e a candidataram-se a este apoio à famÃlia nestas circunstâncias, sendo que, destas, cerca de 30 mil são trabalhadores independentes, cerca de dois mil são trabalhadores do serviço doméstico e os restantes [são] trabalhadores por conta de outrem”, avançou.
O laboratório da UÉ, que começou a realizar, na segunda-feira, testes à covid-19, visa contribuir para o aumento da capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, estimando-se a realização de até 300 testes por dia.
O objetivo é apoiar o Hospital do EspÃrito Santo de Évora (HESE) e as 128 instituições de apoio a idosos do distrito — numa primeira fase abrangendo os funcionários e, depois, os utentes -, com o envolvimento de várias Unidades de Investigação da academia, nomeadamente a Escola de Enfermagem São João de Deus, que efetua a recolha das amostras.
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