
Lisboa, 19 mai 2020 (Lusa) – A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHREP) pediu hoje ao Governo para proceder à regulamentação da animação noturna e dos promotores de festas como casamentos e batizados, e salientou os riscos de insolvência.
Estas mensagens foram transmitidas pelos vice-presidente da AHRESP Carlos Moura antes de almoçar com o primeiro-ministro, António Costa, e com o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, no Parque das Nações, em Lisboa.
Carlos Moura referiu que a AHRESP já entregou ao Governo um documento com 11 propostas que considera urgentes para fazer face às consequências da paragem económica motivada pela pandemia de covid-19.
“A animação noturna, os promotores de festas de batizados e casamentos ainda não estão regulados para a sua reabertura, mas, certamente, o primeiro-ministro e o seu Governo não deixarão de cuidar para que se retome a normalidade que se deseja. Se tudo correr bem, as autoridades sanitárias também recomendarão que haja abertura e se elimine a norma dos 50% de limite à atividade”, disse, num recado também dirigido à Direção-Geral da Saúde (DGS).
Segundo Carlos Moura, a AHRESP tem neste momento “duas grandes preocupações”, a primeira das quais “referente à s condições operativas” para conter a propagação do novo coronavÃrus.
“Considero que demos uma grande lição de responsabilidade, porque não há hoje um espaço que não siga as orientações da DGS e o nosso guia de boas práticas”, declarou, antes de se referir à segunda “grande preocupação” da AHRESP.
“Não podemos assistir à insolvência de muitas empresas que estão em risco. Precisamos que o Governo olhe de uma forma mais especÃfica para o setor, tendo em vista evitar insolvências, revitalizando as companhias e as empresas. Temos de garantir os postos de trabalho”, acentuou.
O vice-presidente da AHRESP salientou depois que a restauração e bebidas “é uma atividade que reúne 240 mil pessoas, à s quais se juntam 80 mil do alojamento turÃstico”.
“Se for em termos de agregado familiar, estão em causa cerca de 1,2 milhões de pessoas. Somos um tecido frágil de pequenas e médias empresas, em que há dificuldade de acesso a algumas linhas de financiamento”, acrescentou.
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