
Lisboa, 23 dez 2019 (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, elogiou hoje o “reconhecimento” internacional pela “excelência” da ação dos militares e forças de segurança em missões externas no mundo e salientou que o seu papel é fundamental para a segurança coletiva.
António Costa deixou esta posição numa mensagem de Natal hoje divulgada no portal e nas redes sociais do Governo, e que foi gravada na terça-feira, quando visitou na ilha grega de Samos o contingente da PolÃcia MarÃtima que ali presta serviço no âmbito de uma missão da Frontex (Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira).
Ladeado pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e pelo comandante geral da PolÃcia MarÃtima, o vice-almirante Sousa Pereira, o primeiro-ministro destacou a importância para a segurança do paÃs e para o prestÃgio internacional de Portugal resultante da participação das forças de segurança e das Forças Armadas em missões das Nações Unidas, da União Europeia, da NATO, ou na base de coligações internacionais.
“A nossa segurança é garantida por estas mulheres e por estes homens. Aproveitamos esta época natalÃcia para prestar a todos a nossa homenagem. Sabemos bem que estas forças destacadas estão longe das suas famÃlias. E se isso é sempre difÃcil, é mais difÃcil naturalmente nesta época em que as famÃlias portuguesas se reúnem em comunhão para celebrar o Natal”, começou por referir António Costa.
O primeiro-ministro transmitiu depois “à s famÃlias de todos os militares, de todos os elementos das forças de segurança que se encontram destacados algures em missão internacional, o profundo reconhecimento” do paÃs pelo seu trabalho, “porque fazem também parte desta famÃlia e do esforço coletivo para assegurar não só a defesa nacional, mas também a segurança de todos”.
“É para nós uma grande honra podermos prestar este serviço à s Nações Unidas, à União Europeia, a todas as organizações internacionais, e em todos os locais sermos sempre reconhecidos pela excelência dos nossos militares e dos elementos das nossas forças de segurança. É isso que reforça e dá sentido também à nossa unidade nacional”, acrescentou António Costa.
Na terça-feira, na ilha grega de Samos, o primeiro-ministro percorreu de barco a zona de operações da PolÃcia MarÃtima junto à costa turca no mar mediterrâneo e afirmou-se com os resultados do trabalho realizado.
No âmbito as operações da PolÃcia MarÃtima, desde 2014, já foram resgatadas 6940 pessoas em operações de salvamento. E, desde o inÃcio do ano, as forças nacionais já estiveram evolvidas no resgate de cerca de dois mil refugiados – um número superior ao registado em 2018.
No que respeita à s caracterÃsticas destas missões, cabe à s forças portuguesas a vigilância na fronteira marÃtima e efetuar patrulhas terrestres nas áreas costeiras, apoiando Operações de Busca e Salvamento (SAR) e procedendo a controlos de fronteira. Ainda no plano operacional, as forças da PolÃcia Militar têm de identificar e mesmo intercetar movimentos suspeitos, prevenir e detetar a migração irregular e o crime transfronteiriço.
“Aquilo que assisti aqui em Samos excedeu em muito as minhas expectativas e estou muitÃssimo orgulhoso”, declarou António Costa, numa visita em que recebeu elogios do vice-primeiro-ministro grego, Panagiotis Pikrammenos, pelo trabalho desenvolvido pelos portugueses.
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