
Bruxelas, 17 jul 2023 (Lusa) — O primeiro-ministro desdramatizou hoje as divergências entre os paÃses da União Europeia (UE) e os da América Latina quanto à guerra na Ucrânia, considerando que “é um sinal de que mundo é diverso”.
“É um sinal de que o mundo é diverso e que o mundo não olha com os mesmos olhos para todos os problemas”, sustentou António Costa, em declarações aos jornalistas, durante uma interrupção dos trabalhos da cimeira da UE com os paÃses da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Bruxelas.
O primeiro-ministro português insistiu que “é normal que entre tantos paÃses” não haja uma posição comum sobre a invasão da Rússia à Ucrânia, no final de fevereiro do ano passado, mas advogou que o essencial é haver cooperação constante entre os dois blocos.
“É importante que, sobretudo, trabalhemos em conjunto. Quanto mais o fizermos, mais se vão esbatendo as diferenças. A Europa também é plural, na América Latina as posições também são plurais”, acrescentou.
A menção à Rússia por causa invasão da Ucrânia na declaração final da cimeira está a dividir os dois blocos regionais. Apesar de apenas ter começado hoje, com encontros bilaterais e uma reunião entre os lÃderes da UE e das CaraÃbas, já são conhecidas as dificuldades em alcançar um consenso entre os 27 Estados-membros europeus e os 33 paÃses do bloco latino-americano sobre a declaração final.
Na versão mais recente da declaração final, à qual a Lusa teve acesso e que ainda está a ser negociada, os lÃderes de ambos os blocos regionais concordam em manifestar “preocupação com a guerra em curso na Ucrânia, que continua a causar imenso sofrimento humano”, mas os paÃses da CELAC não querem uma menção à Rússia, enquanto instigadora do conflito.
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