COSTA DEFENDE QUE PRÓXIMO QUADRO FINANCEIRO DA UE DEVE APOSTAR NA “CONVERGÊNCIA REAL”

LusaBruges, Bélgica, 15 set (Lusa) — O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu hoje, em Bruges, que o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia (UE) deve corrigir assimetrias entre Estados-membros, contribuindo para “a convergência real”.

“Necessitamos de grandes investimentos à escala europeia para alcançar a transição energética, a economia circular, a sociedade digital”, disse António Costa, acrescentando que, “sob pena de agravarmos as assimetrias, estes investimentos têm de contribuir para reforçar a convergência real, que deve constituir um critério chave para aferir o valor acrescentado europeu no âmbito do próximo quadro financeiro plurianual (QFP)”.

Num discurso proferido na abertura do ano letivo do Colégio da Europa, em Bruges (Norte da Bélgica), o primeiro-ministro preconizou que o próximo quadro deve ser concebido “de forma a não acentuar as assimetrias, pelo contrário, deve conter mecanismos que permitam corrigi-las”.