
Batalha, Leiria, 27 mai (Lusa) – O secretário-geral do PS anunciou hoje uma proposta para limitar os contratos a termo, sobretudo para jovens no primeiro emprego, e pediu um acordo de concertação social para a conciliação da vida familiar com a profissional.
Estas duas medidas foram transmitidas por António Costa no discurso de encerramento do 22º Congresso Nacional do PS, na Batalha, no distrito de Leiria, numa intervenção que dedicou sobretudo à s polÃticas de inserção das novas gerações no mercado de trabalho.
Depois de definir como objetivos a redução do abandono escolar dos atuais 12% para 10% em 2020 e de desenhar como meta a existência de 60% de alunos em vias profissionalizantes em 2030, António Costa considerou que, mais do que os números do défice, orgulha-se dos mais recentes indicadores sociais.
“As famÃlias perceberam que aquele discurso de que o paÃs tinha licenciados a mais era um discurso que só conduzia ao fracasso”, declarou o lÃder socialista, numa das poucas referências crÃticas que fez ao anterior executivo PSD/CDS-PP.
Neste contexto, António Costa falou em 300 mil novos empregos lÃquidos criados nos dois últimos anos e meio, mas advertiu, em simultâneo, que tal “não basta”.
“A primeira e principal condição de autonomia é o emprego – e se queremos fixar no paÃs as novas gerações temos de possuir melhor emprego. Por isso, o combate à precariedade é essencial”, observou.
Como consequência desta apreciação, o lÃder socialista adiantou que, em breve, o seu Governo avançará com uma proposta para “limitar as condições de contratação a termo”.
“Uma das condições que vamos eliminar na contratação a termo é ser-se candidato a primeiro emprego. Ser candidato a primeiro emprego não significa ser candidato a emprego precário. Idade não rima com precariedade”, acentuou o primeiro-ministro.
Nesta fase do seu discurso, António Costa prometeu também bater-se por uma via de convergência salarial com a União Europeia e advertiu os empresários, deixando-lhes o recado de que só podem ser competitivos no futuro, em mercado aberto, se possuÃrem quadros qualificados.
“E para terem quadros qualificados é preciso pagar”, avisou, antes de lançar um desafio aos parceiros sociais.
“Precisamos de um grande acordo de concertação social para a conciliação entre a vida profissional e familiar. Temos de ter uma nova geração com mais confiança no seu futuro e com melhores condições para constituir famÃlia”, começou por dizer.
Na perspetiva de António Costa, a solução para essa conciliação implica espÃrito inventivo, admitindo, por exemplo, alargar aos avós os direitos de assistência à famÃlia que hoje já existem para os pais e mães.
“Temos de encontrar uma nova fórmula de modelação do horário de trabalho ao longo da vida, de forma a que, consoante as necessidades, cada cidadão possa trabalhar mais ou menos em determinado perÃodo da sua vida”, sugeriu o lÃder socialista.
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