
Seul, 15 jan 2024 (Lusa) – A Coreia do Norte anunciou hoje que lançou um mÃssil balÃstico de alcance intermédio com combustÃvel sólido, confirmando as declarações avançadas no domingo por Seul e Tóquio.
O lançamento ocorre alguns dias após Pyongyang ter realizado exercÃcios de artilharia com munições reais.
O disparo do mÃssil no domingo, que Pyongyang disse estar equipado com uma ogiva hipersónica, destinava-se a “verificar as capacidades de deslocação e de manobrabilidade”, bem como “a fiabilidade do novo motor de combustÃvel sólido”, explicou a agência de notÃcias oficial norte-coreana KCNA.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse no domingo, em comunicado, que o Norte “disparou um mÃssil balÃstico não identificado em direção ao Mar do Leste”, referindo-se a uma área também conhecida como Mar do Japão.
O Ministério da Defesa do Japão disse ter detetado um possÃvel lançamento de um mÃssil balÃstico de curto alcance, que terá caÃdo fora da zona económica especial do paÃs.
Este é o primeiro lançamento de um mÃssil por parte de Pyongyang desde que testou o mÃssil balÃstico intercontinental de combustÃvel sólido Hwasong-18, a arma mais avançada do Norte, em 18 de dezembro.
O Hwasong-18 foi projetado para atacar o território continental dos Estados Unidos.
Após Pyongyang realizar, na semana passada, exercÃcios de artilharia em torno da fronteira marÃtima ocidental com o Sul durante três dias, Seul realizou exercÃcios de tiro semelhantes na mesma área.
Nos últimos dias, a Coreia do Norte tem intensificado a retórica bélica. Na semana passada, o lÃder Kim Jong-un descreveu o Sul como o “principal inimigo” e ameaçou aniquilar o paÃs vizinho se fosse provocado.
Especialistas dizem que Kim provavelmente aumentará ainda mais a tensão ao testar novos mÃsseis para tentar influenciar os resultados das eleições parlamentares da Coreia do Sul, em abril, e das eleições presidenciais dos EUA em novembro.
Numa importante reunião do partido único norte-coreano, no final de dezembro, Kim prometeu expandir o arsenal nuclear de Pyongyang e lançar satélites espiões adicionais para fazer face ao que chamou de movimentos de confronto liderados pelos EUA.
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