
Lisboa, 29 out 2021 (Lusa) — A organização não governamental ambientalista ZERO lamentou hoje a ausência do primeiro-ministro, António Costa, na conferência da Organização das Nações Unidas sobre alterações climáticas, decisão que foi conhecida na tarde de sexta-feira.
Em comunicado, a ZERO “lamenta a decisão conhecida hoje ao final da tarde”, que leva a que António Costa não esteja presente na 26.ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em Inglês), que se vai realizar em Glasgow.
Em concreto, Costa vai faltar à ‘cimeira de lÃderes’ que decorre em 01 e 02 de novembro.
A ZERO contrapôs esta ausência ao “papel de Portugal e do próprio primeiro-ministro, que sempre elegeu, e bem, a relevância das alterações climáticas e da descarbonização”, o que, avançou a ONG, “justificava uma participação presencial”.
Insistindo no ponto, a ZERO admitiu que a ausência de Costa em Glasgow é “compreensÃvel face à situação que o paÃs atravessa”, mas realçou que “este é um momento decisivo para a luta contra as alterações climáticas, na qual Portugal tem demonstrado um papel ativo e deve assumir uma liderança forte e ambiciosa ao nÃvel da União Europeia”, mais a mais, insistiu, quando está em causa “a imagem, reputação e credibilidade das polÃticas desenvolvidas em nome do paÃs”.
Aliás, a ZERO lembrou que a primeira participação oficial internacional de António Costa “teve lugar precisamente na COP21 aquando da aprovação do Acordo de Paris”.
Por outo lado, reconheceu que “o tema das alterações climáticas e da descarbonização tem sido uma das grandes prioridades” de António Costa, e que, agora, “merecia quer visibilidade, quer a possibilidade de discussão do percurso e perspetivas do paÃs com outros lÃderes, independentemente do futuro mais próximo do governo”.
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