
Redação, 10 nov 2021 (Lusa) — O setor dos transportes, responsável por grande parte das emissões de gases com efeito de estufa, é hoje o grande tema da cimeira do clima de Glasgow, no dia em que Portugal fala no segmento de alto nÃvel da conferência.
O ministro português do Ambiente e Ação Climática deve falar na manhã de hoje, o segundo de dois dias em que discursam na cimeira os ministros dos paÃses cujos lÃderes não estiveram presentes na inauguração da COP26, na semana passada.
E o dia é dedicado também aos transportes, que exercem grandes pressões ambientais, contribuindo para as alterações climáticas, para a poluição atmosférica e para nÃveis elevados de ruÃdo.
A presidência da cimeira diz que se está no inÃcio de um mercado em massa para veÃculos que não emitam dióxido de carbono, “uma transição que precisa de ser significativamente acelerada” para manter o objetivo de não deixar que as temperaturas subam além de 1,5ºC (graus celsius) em relação à época pré-industrial.
Por isso, o dia dedicado aos transportes, segundo a presidência britânica, vai juntar lÃderes de todo o setor para acelerar a transição para veÃculos com emissões zero e para descarbonizar também outros setores como a aviação e o transporte marÃtimo.
O objetivo é incentivar os governos a criarem “corredores marÃtimos verdes”, rotas marÃtimas descarbonizadas, lançando a chamada “Declaração de Clydebank”.
O dia ainda será para lançar compromissos para que em poucos anos todos os veÃculos automóveis vendidos sejam de emissões zero, e que na área da aviação também se chegue à s emissões zero no futuro.
Mais de 120 lÃderes polÃticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos paÃses para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.
A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.
Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram nÃveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.
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