
Lisboa, 30 mar 2026 (Lusa) – O acionista único da Lusa aprovou hoje o relatório de gestão e as contas de 2025, mas não foi aprovado o Plano de Atividades e Orçamento para 2026 por não estarem cumpridos todos os formalismos, disse a administração.
De acordo com a mesma fonte, o acionista único, reunido em assembleia-geral (AG), aprovou hoje o primeiro, o segundo e quarto pontos na ordem de trabalhos, incluindo o relatório de gestão e as contas do ano.
Na reunião magna não foi aprovada “a proposta de aplicação de resultados no que concerne à transferência de resultados transitados para reservas livres, e o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, por não estarem cumpridos todos os formalismos relativos ao processo de apreciação do relatório em causa”, referiu a administração da Lusa.
Na ordem de trabalhos constavam os seguintes pontos: relatório de gestão e documentos financeiros; relatório do governo societário; proposta de aplicação de resultados; apreciação da administração e da fiscalização da sociedade e Plano de Atividades e Orçamento para 2026.
A Lusa registou um resultado líquido positivo de 336 mil euros em 2025, o que se traduz “numa evolução desfavorável de 1,7 milhões de euros”.
De acordo com a administração, esta variação resulta, “sobretudo, do registo de um facto extraordinário e não recorrente em 2024, do montante de 2,2 milhões de euros (incluindo juros moratórios) referente ao processo judicial de Macau e Timor relativo à titularidade de créditos”.
Caso não se considerasse este evento, “o resultado líquido do exercício teria aumentado 146 mil euros”.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu a 1,1 milhões de euros em 2025, tendo crescido 151 mil euros, não contemplando o evento extraordinário referido.
Relativamente ao ativo liquido, este “alcançou os 22,5 milhões de euros fruto da revalorização do edifício em Lisboa e do aumento do capital social em 5 milhões de euros”.
Após a finalização, em novembro de 2025, do processo de aquisição das participações financeiras dos acionista privados, o Estado detém a totalidade do capital social da agência de notícias portuguesa, Lusa.
No início deste ano, o Governo aprovou os novos estatutos da Lusa, estabelecendo um novo modelo de governação, que passa a ter um Conselho Consultivo.
Joaquim Carreira, presidente do Conselho de Administração da Lusa desde 2021, foi reconduzido para um mandato de quatro anos (2026-2029), tendo sido nomeados dois membros executivos, Ana Alves e Luís Ferreira Lopes.
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