
Lisboa, 31 mai 2024 (Lusa) — As contas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) realizada em agosto, em Lisboa, são apresentadas hoje pelo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, cardeal Américo Aguiar, numa sessão onde é também apresentado um estudo de impacto económico” do evento.
Este estudo foi realizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e aponta para o impacto que o encontro mundial de jovens com o Papa, que decorreu entre 01 e 06 de agosto de 2023 em Portugal e que juntou cerca de 1,5 milhões de participantes, teve na economia do paÃs.
Em fevereiro, em entrevista à agência Lusa, Américo Aguiar admitiu estarem “garantidos” 20 milhões de euros como resultado positivo da Jornada.
Entretanto, em março, o Tribunal de Contas (TdC) alertou os responsáveis pela JMJ para o excesso de adjudicações por ajuste direto, que representaram mais de metade dos contratos.
Segundo o relatório de auditoria à s contas do evento, foram reportados ao TdC 432 contratos, incluindo as respetivas modificações, no valor global de 64.131.635,89 euros, abaixo dos 75 milhões de euros previstos inicialmente, prevalecendo o ajuste direto, com 55,05% do valor adjudicado – 34.454.650,72 euros.
“Tendo em conta que a realização da JMJ2023 em Lisboa foi anunciada pelo Vaticano em 27/01/2019, não são inteiramente razoáveis as razões invocadas naquele regime especial permissivo para o ajuste direto”, observou o TdC no relatório.
Na ocasião, o cardeal Américo Aguiar considerou que o relatório do Tribunal de Contas referente aos apoios públicos à realização da JMJ Lisboa 2023 era “um sinal muito positivo do normal funcionamento das instituições nacionais”.
Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para receber a JMJ, com as principais cerimónias ocorreram no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.
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