
Lisboa, 17 mai (Lusa) – O consórcio Eni/Galp afirmou hoje que vai desenvolver atividades de planeamento para iniciar a pesquisa de petróleo dentro das condições estabelecidas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que na quarta-feira dispensou o projeto de avaliação de impacte ambiental.
Um dia depois do anúncio da decisão da APA, o consórcio liderado pela petrolÃfera italiana avançou à Lusa que “irá agora desenvolver as atividades de planeamento para iniciar os trabalhos de forma segura dentro das condições estabelecidas pela APA”.
“O poço irá realizar-se com o recurso à s tecnologias mais avançadas e à s práticas operacionais mais exigentes, assegurando as condições máximas de segurança”, refere o consórcio em declarações à Lusa.
O consórcio realça que “o objetivo deste poço é confirmar a possÃvel presença de hidrocarbonetos neste setor do ‘offshore’ português, que se localiza a mais de 46 quilómetros do ponto mais próximo da costa e a uma profundidade de cerca de 1.000 metros, e que não é visÃvel a partir de terra”, referindo que as empresas responderam escrupulosamente todas as exigências colocadas pela legislação aplicável, bem como à s solicitações levantadas pelas várias instituições públicas envolvidas no processo.
De acordo com elementos remetidos pela Eni à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para apreciação prévia e decisão de sujeição a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), de que foi dispensada na quarta-feira, o consórcio prevê iniciar a pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo entre setembro e outubro, após uma preparação com uma duração estimada de três meses. .
“A data de inÃcio da perfuração está estimada entre o fim do terceiro trimestre e o inÃcio do quarto trimestre de 2018, a duração das atividades de perfuração está estimada em 46 dias (incluÃda a mobilização)”, lê-se no documento.
Antes da atividade de perfuração daquele que será o primeiro furo de pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal, há uma fase de preparação durante a qual “todos os materiais necessários para a perfuração serão fornecidos e preparados na base logÃstica, em Sines”, situada a aproximadamente 88 quilómetros do local da sondagem, com duração aproximada de três meses.
Entretanto, o navio-sonda (Saipem 12000) terá de ser mobilizado para o local da sondagem e, só depois, começa a perfuração do furo com uma profundidade de 1.070 metros (nÃvel médio da água do mar), com uma duração de aproximadamente 43 dias. Depois a desmobilização levará cerca de três dias.
“Esta é uma atividade muito especÃfica que requer profundos conhecimentos técnicos e uma vasta experiência pelo que o navio será equipado com uma tripulação altamente especializada de aproximadamente 150 pessoas”, refere o documento da petrolÃfera italiana Eni.
A petrolÃfera Eni entrou na concessão em dezembro de 2014, altura em que chegou a acordo com a Petrogal, subsidiária detida integralmente pela portuguesa Galp Energia, referente à aquisição de uma participação de 70% e direitos de operação associados à s concessões dos blocos Gamba, Santola e Lavagante, ficando a Galp com os restantes 30% no consórcio (que antes tinha tido a brasileira Petrobras como parceira do projeto).
No último dia do prazo para tomar uma decisão, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidiu dispensar o furo de pesquisa de petróleo do consórcio Eni/Galp, ao largo de Aljezur, de Avaliação de Impacte Ambiental.
Em janeiro, o Governo deu ‘luz verde’ à prorrogação, por um ano, do perÃodo inicial de prospeção e pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo, por considerar que o atraso na operação não é da responsabilidade do consórcio.
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