
Jerusalém, 25 out 2023 (Lusa) — O exército israelita e as milÃcias do sul do LÃbano protagonizaram hoje novas hostilidades na fronteira, com trocas de tiros que incluÃram disparos de foguetes e de pelo menos um mÃssil antitanque contra Israel.
Um porta-voz militar de Israel afirmou que o exército israelita respondeu com bombardeamentos e artilharia e que atacou também duas “células terroristas” que tentavam lançar mÃsseis para o território judaico em diferentes pontos da fronteira.
Pouco depois, acrescentou, um mÃssil antitanque foi disparado contra um grupo de soldados israelitas na comunidade de Avivim, que respondeu com fogo de artilharia contra o local de onde partiu o ataque.
O lançamento do mÃssil foi reivindicado pouco depois pelo grupo xiita libanês Hezbollah, que afirmou ter atingido um tanque israelita, causando mortos e feridos, o que foi desmentido pelo exército israelita.
Até agora, esta é a única ação reivindicada hoje pelo movimento xiita que, nos últimos dias, reconheceu ter sofrido um número significativo de novas baixas nas suas fileiras, totalizando agora 43 desde o inÃcio da violência na fronteira, a 08 de outubro.
O último incidente de hoje foi o disparo de quatro mÃsseis a partir do território libanês, que, segundo o porta-voz militar israelita, fez soar os alarmes de ataque aéreo em comunidades do norte do paÃs e que atingiram zonas despovoadas.
Estes episódios coincidiram hoje com uma reunião em Beirute entre os lÃderes dos grupos islamitas palestinianos Hamas, Jihad Islâmica e o lÃder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, todos apoiados pelo Irão.
Num comunicado, o Hezbollah afirmou que, na reunião, ficou acordada a “continuação da coordenação e o acompanhamento dos desenvolvimentos numa base diária e permanente” e salientou que também foi analisado o que as partes do “Eixo da Resistência” devem fazer “nesta fase delicada para alcançar uma verdadeira vitória da Resistência em Gaza e na Palestina”.
Entretanto, a missão de manutenção da paz da ONU no LÃbano (FINUL) reiterou hoje que continua a contactar com as “partes” envolvidas na violência na fronteira com Israel para tentar “reduzir as tensões” que têm aumentado há mais de duas semanas.
“O nosso trabalho continua, incluindo as patrulhas. O trabalho com as partes visa essencialmente coordenar e reduzir as tensões na área de responsabilidades” da FINUL, disse o comandante das forças internacionais no paÃs, o espanhol Aroldo Lazaro.
As hostilidades na zona fronteiriça começaram a 08 deste mês, um dia após o ataque do Hamas a Israel, que deixou cerca de 1.400 mortos, o que desencadeou uma guerra que vai já no 19.º dia de combates e já fez quase 6.500 mortos em Gaza.
Embora várias milÃcias palestinianas tenham reivindicado a autoria de ataques a partir do LÃbano nas últimas duas semanas, os principais confrontos são entre o exército israelita e o Hezbollah, que vivem o momento mais tenso desde a guerra de 2006.
Os incidentes na fronteira causaram até agora pelo menos 63 mortos: seis em Israel, cinco soldados e um civil, e pelo menos 57 no LÃbano — oito civis, entre os quais um operador de câmara da Reuters, 43 membros do Hezbollah e seis membros das milÃcias palestinianas.
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