
Kiev, 25 jun 2022 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou hoje que a condenação do Kremlin de uma “garra geopolÃtica” dirigida à Rússia, na sequência da atribuição à Ucrânia e à Moldova de estatuto de candidato à UE “mostra a sua fraqueza”.
“Tudo o que resta à Rússia é lançar ameaças contra outros Estados, após décadas de polÃticas falhadas baseadas na agressão, coerção e desrespeito. Isto só mostra a fraqueza da Rússia”, disse o chefe diplomático ucraniano, Dmytro Kuleba, na rede social Twitter.
“Estamos ao lado do povo e do governo da Moldova amiga face à s renovadas ameaças de Moscovo”, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.
Na sexta-feira, a diplomacia russa denunciou a decisão da UE-27 de conceder à Ucrânia e à Moldova o estatuto de candidatos, encarando-a como uma manobra geopolÃtica contra Moscovo, no meio de uma invasão do seu vizinho ucraniano.
Esta decisão “confirma que uma aquisição geopolÃtica da área da CEI (a Comunidade de Estados Independentes, que reúne vários paÃses da ex-URSS) está a ser ativamente prosseguida, a fim de conter a Rússia”, lamentou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.
Na sua opinião, o objetivo da UE é “estabelecer relações com as regiões da sua vizinhança, com base no princÃpio do mestre-escravo”.
Afirmou também que Bruxelas estava a utilizar “métodos de chantagem polÃtica e económica” e a pressionar os Estados candidatos a impor “sanções ilegÃtimas” a Moscovo.
Os lÃderes da UE-27 reconheceram a Ucrânia e a Moldova, duas antigas repúblicas pró-soviéticas, como candidatas à UE, numa cimeira realizada quinta-feira, em Bruxelas. A decisão marca o inÃcio de um longo e complexo processo de adesão.
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