
Bruxelas, 20 mar 2025 (Lusa) – A presidente da Comissão Europeia anunciou hoje que foi ajustado o tempo de entrada em vigor das tarifas da União Europeia (UE) a produtos dos Estados Unidos da América (EUA), mas “as consequências da resposta não se alteraram”.
Em conferência de imprensa conjunta com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no final de uma cimeira de lÃderes em Bruxelas (Bélgica), Ursula von der Leyen disse que podia “confirmar que foi ajustado o tempo para forçar” as tarifas da UE em resposta à s anunciadas pela Casa Branca.
“Mas as consequências da nossa resposta não mudaram”, completou.
Ursula von der Leyen rejeitou a aplicação de tarifas como um todo: “O nosso princÃpio é de oposição, são como impostos. São más para os consumidores e para as empresas dos dois lados do [oceano] Atlântico.”
A presidente do executivo comunitário revelou que estão em curso conversação com a administração do republicano Donald Trump, para tentar impedir a aplicação das tarifas de Washington.
A posição surge depois de, na semana passada, a Comissão Europeia (que detém a competência da polÃtica comercial na UE) ter anunciado contramedidas à s tarifas alfandegárias de 25% impostas pelos Estados Unidos à s importações de aço e alumÃnio.
As contramedidas europeias serão introduzidas em duas fases, a partir de meados de abril, após este adiamento de duas semanas.
De acordo com Bruxelas, estas contramedidas comunitárias valem 26 mil milhões de euros, o mesmo que as tarifas norte-americanas.
A 12 de março passado, entraram em vigor as taxas de 25% impostas pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ao aço e ao alumÃnio, marcando uma nova etapa na guerra comercial entre os Estados Unidos e os principais parceiros comerciais.
A União Europeia está a preparar-se para possÃveis tensões com os Estados Unidos, especialmente em relação a tarifas comerciais, dados os recentes anúncios do Presidente norte-americano.
Vários lÃderes já vieram assegurar que a UE está pronta para negociações difÃceis, mas no espaço comunitário paira a incerteza sobre a relação transatlântica, que pode ser afetada por esta nova polÃtica económica e comercial da administração dos EUA.
AFE (ANE) // RBF
Lusa/Fim



